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Tema: Porque pais matam filhos.

Vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme... são doenças claramente ajustáveis á patologia da mente? Nossos irmãos delinqüentes devem ser considerados enfermos da alma? A eles devemos solicitar segregação para tratamento e reeducação ou censura e castigo?...

O desencarne imensamente trágico de Isabella, vem nos mostrar as provações que são submetidos os espíritos e os encarnados para seguir suas metas em prol da verdadeira evolução... Esta passagem serve de imensa "provação" ou "expiação" para os pais, os avós e todos os familiares, até mesmo para ela própria (pode ter sido um "resgate" pelo qual necessitava passar)... O véu de esquecimento no processo reencarnatório, é uma fórmula sábia estabelecida por DEUS para que possamos ter uma existência mais tranqüila, sem ficarmos atormentados pelas más ações que porventura tenhamos cometido na nossa vida anterior. Portanto, o esquecimento temporário é uma necessidade... Nos ensinou Jesus: "Tudo o que vós plantardes vós havereis de colher!"... TUDO que pensamos, TUDO que desejamos, TUDO que falamos e TUDO que fizermos, é automaticamente e instantaneamente "gravado" e "arquivado" no nosso "perispírito"... No Universo nada ocorre injustamente, a justiça não é falha, não a “justiça dos homens”, mas a verdadeira justiça, que é a Justiça Divina...

Se considerarmos tais atos como reações de um corpo enfermo, tratamos neste contexto de várias psicoses compulsivas que variam desde transtornos de personalidades ate verdadeiros estados psicológicos depressivos que levam o espírito encarnado a um estado que chega a definhar seus corpos materiais.

A mais importante das patologias, neste caso serio o Ciúme, que pode ser tratado como uma verdadeira patologia, aparecendo com sintoma de diversos quadros, desde os Transtornos de Personalidade até as doenças francas. Enquanto o ciúme normal é transitório, baseado em fatos reais, o Ciúme Patológico é uma preocupação infundada, absurda e emancipada dos fatos. O Ciúme doentil promove várias emoções, como a ansiedade, depressão, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, perplexidade, culpa, aumento do desejo sexual e “desejo de vingança”. Esse sentimento torna o portador um vulcão emocional, sempre prestes à erupção e apresenta um modo distorcido de vivenciar o amor, para ele o amor nada mais é que um sentimento depreciativo e doentio são pessoas extremamente sensíveis, vulneráveis e muito desconfiadas, portadores de auto-estima rebaixada, tendo como defesa um comportamento impulsivo, egoísta e agressivo. O potencial para atitudes violentas é destacado nestas pessoas e se torna o principal fator motivador dos índices de homicídios nos dias de hoje.

Sob a visão espírita, a alma enferma é orgulhosa, infeliz e árida de generosidade; invigilante, aceita a violência como solução de problemas que somente a fé em Deus, associada à compreensão e à paciência, consegue solucionar. Sem a verdadeira fé, que lhe proporcionaria refrigério para o coração e lucidez para a mente, abrem-se todos canais aos pensamentos de revolta, gerando correntes vibracionais de sentimentos negativos agressivos. Com a mente em desalinho, atrai para si mesmo outras mentes afins, desencadeando complexos processos obsessivos. A princípio como simples sugestões, que ela confunde com seus próprios pensamentos; com a continuação, as proteções vibratórias enfraquecidas pela ação conjunta do sentimento negativo e a ação persistente de verdugos espirituais, favorece que se estabeleça o domínio total em ações do mal.

Neste estágio o seu livre arbítrio já se encontra comprometido e guiado por mãos poderosas ela executa as ações criminosas, da quais, inconscientemente, se torna a maior vítima.

A base de tudo gira em torno na lei de causa e efeito, o ciumento de hoje pode ser interpretado como o traído de ontem, que não conseguindo superar o trauma vive atormentado pelo medo de ser traído novamente.

É importante não esquecermos, que a tragédia passional é fruto de um processo: não se desencadeia de uma hora para outra. Normalmente, a relação há tempo vem sob um clima de conflitos e desrespeito embasado em princípios de educação e moral.

Estabelecido o clima desarmonioso, com o passar do tempo a situação torna-se insuportável. Complicada ainda mais pelas vicissitudes da vida, o desgaste psicofísico é inevitável, e com ele a instalação de estados depressivos e obsessões, que então impulsionam a coragem para execução de qualquer ato maléfico.

O momento do desencarne, como do nascimento é muito importante para todos nós. Pois é nesta fase que se iniciam os laços que ligarão o espírito ao corpo material que este habitará e conseqüentemente sua nova família em mais esta etapa de sua vida eterna. A finalidade de nossas constantes presenças nos círculos carnais, é, sem dúvida, sublimar todos nobres sentimentos a este espírito que novamente segue em busca da plenitude, transformando-os, lenta e gradualmente, em atos do mais verdadeiro, puro e incondicional amor, o que se traduz, em última análise, por reforma íntima através das atitudes diárias.

A atitude criminosa é o remate de uma existência na qual o espírito reencarnante não aceita disciplinas para seus sentimentos. Vai satisfazendo seus instintos mais primitivos, despreocupado do sofrimento e dor que espalha à sua volta. Não valoriza o lar que lhe dá a possibilidade de recomeço; nenhuma utilidade dá ao conhecimento adquirido nos estudos universitários; ao constituir a própria família, não se sente obrigado a respeitar seus integrantes. Cria o hábito de só atender os próprios desejos. O remorso é o fator renovador dessa alma ao compreender que não possui "poderes" sobre a vida e o destino de outro espírito, frente a Deus, frente aos homens...

A importância da família na formação da personalidade do ser, é de suma importância, pois sobre ela exerce a lei reencarnacionista, lei de justiça, a revelar-se nas menores particularidades da existência, como uma longa série de causas e efeitos, explicando a existência do ser, do destino e da dor.

Citamos a colocação de Emmanuel que nos diz: “O colégio familiar tem suas origens sagradas nas esferas espirituais. Em seus laços reúnem-se todos aqueles que se comprometeram, no Além, a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva”.

Visto fica que, é no seio da família onde o espírito quando decide voltar a reencarnar, restabelece novamente contato com espíritos aos quais têm afinidade, ou com aqueles que nos devotam antipatia marcantes, ódio doloroso, todos vinculados à sábia lei da causa e do efeito, competindo agora, aos pais, transformarem estes sentimentos controvertidos, estas personalidades deformadas, em novas energias, estabelecendo, para todos, amplo exemplo do amor, onde o lar e a família se tornam a fonte permanente de amor e caridade diante aos exemplos de Jesus.

Quando não temos a condição de amar e não damos a condição de sermos amados, geramos ao nosso derredor graves distúrbios de ordem emocional que atingirão, profundamente, os que nos cercam. A família deve ser a estrutura sólida de todo espírito nesta pátria, deve corresponder a seus anseios, com demonstrações de carinho, respeito, diálogo franco, ensinamentos morais, disciplinas e ordem.

Joanna de Ângelis nos diz que: “A família é o fulcro da maior importância para a formação do Homem”. Emmanuel esclarece: “Em família, temos aqueles que permanecem conosco para o nosso amor e aqueles que se demoram conosco para a nossa dor”.

Se as almas, que vão viver unidas, vivem plenamente em espírito, ressarcidos pelo amor que os gerou, e transformando em centelha de luz eterna, em busca da luz maior universal de Deus, então poderemos ter pessoas humanas e conscientes de suas missões nesta vida. Traz o conceito de Família Universal, que supõe convívio fraterno entre todos os Espíritos, encarnados e desencarnados, numa cooperação mutua objetivando o progresso conjunto dos seres e das coisas, aonde os erros de passado se resolvam não mais contra o indivíduo, mas a seu favor e por ele mesmo.

O amor é o alívio para todo e qualquer tipo de dor. Ele vivido, sentido em plenitude, imuniza, cria barreiras intransponíveis contra as causas e os efeitos da raiva.

Com a percepção de que "Há no homem alguma coisa a mais, além das necessidades físicas" seria ideal a vivência do amor verdadeiro, compreender os problemas existenciais, os valores reais da vida, os motivos de sofrimentos e as soluções para libertar-se deles. Diante a fé, a prece; o passe e a reflexão elevada, juntos evoluímos aliando a transformação íntima na superação das dificuldades e a harmonia geral, para a construção de uma nação integra diante aos olhos de Deus.

Assim não mais existirão a vontade de matar, de morrer ou de ser morto; porque quem ama, defende a vida, e somente vivendo pode amar em plenitude

 

Estudo do tema:
Psicopatia compulsiva X ciúmes obsessivo:
(crianças no plano espiritual)

Freqüentemente, a obsessão é confundida com a simples influência de Espíritos sofredores ou com as influenciações negativas que todo ser humano recebe e isso se torna um obstáculo para sua cura, devido à dificuldade que se tem para identificá-la. Mas alguém pode estar alterado emocionalmente, influenciado por um espírito sofredor, sem com isso estar obsediado. A obsessão é uma doença de fundo moral que deve ser tratada por métodos lógicos e racionais ensinados pela Doutrina Espírita.

Os sintomas que caracterizam a obsessão variam de caso para caso, desde simples efeitos morais, passando por manias, fobias, alterações emocionais acentuadas, mudanças na estrutura psíquica, subjugação do corpo físico, até a completa desagregação da normalidade psicológica, produzindo a loucura. Mas nem toda obsessão é loucura.

Temos que diferenciar um distúrbio mediúnico, espiritual, de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito. Allan Kardec dizia: “Há loucura que não é loucura, é apenas obsessão. Mas há loucura que não passa de um transtorno eminentemente psiquiátrico”. Mas caso um distúrbio mediúnico se prolongue por muito tempo, pode ocasionar um dano no cérebro e provocar a loucura psiquiátrica. Vale ressaltar que a maioria das pessoas que estão em clinicas psiquiátricas não são loucos no sentido da palavra e sim pessoas obsediadas.

Somos via de regra pessoas desajustadas cujos corpos sutis estão desalinhados, pois pensamos uma coisa, dizemos outra e agimos completamente diferente. Enfim: “Necessitados”.
Embora as fronteiras entre os vários distúrbios psicológicos sejam mais ou menos imaginárias e conceituais, há entre eles graduações de gravidade que são relativamente perceptíveis. Para diagnosticar basta ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, nada de conhecimentos muito técnicos nem mirabolantes...
Neste texto falaremos sobre algumas das características das personalidades psicopáticas que encontramos em grande número nas casas espíritas na sociedade e em todos os outros lugares onde se concentram pessoas problemáticas e necessitadas. Os que se encontram nessa situação ultrapassaram as fronteiras da neurose. No neurótico, ainda não há desajustes importantes no “eu”, ele ainda consegue interagir com as dificuldades do outro seja ele mineral, vegetal, animal ou hominal - apenas tem dificuldades na relação com o ambiente, especialmente no terreno da competição. Já as pessoas portadoras de personalidade psicopática, são “devedoras” da sua fase de neurose (tudo vale e é lícito para sobrepujar o outro) – são contumazes devedoras de si mesmas. Devem, mas não reconhecem as dívidas que se recusam à aceitar e à reparar. Dia após dia já se reflete nelas o desajuste do “eu” por meio de comportamentos perigosos para sua própria evolução e a das outras pessoas. Apesar de que, nas manifestações da terceira dimensão, ainda consigam aparentar segurança à sua própria maneira, embora tenham profundos desvios de personalidade, podem até exercer funções com aparente normalidade. Como exemplos: pela natural exposição pela mídia são facilmente identificáveis na vida pública onde até ocupam cargos de relevância,no trabalho, na vida, no dia a dia, nos centros espíritas não é raro observá-los no comando, na chefia de atividades ou como brilhantes expositores; nas lides espirituais adoram colocar os outros na condição de assistidos ou necessitados sejam eles encarnados ou defuntos. Porém dia menos dia, seja onde for, as máscaras caem sob certos estímulos. Como quando seus interesses sejam contrariados, pois logo apresentam alterações parciais de conduta desajustando-se com facilidade com o meio, ofendem-se, melindram-se e breve tendem a extremos de comportamento psicótico. Como de fato não costumam avaliar os efeitos de suas atitudes não se acham anormais e sempre põem no ambiente ou nos outros a culpa por suas dificuldades – quando espíritas costumam jogar toda a culpa nos obsessores desencarnados ou encarnados (companheiros do ideal de difusão da Doutrina dos Espíritos). Essa é a marca registrada da pessoa portadora de personalidade psicopática.
As variedades desse distúrbio são muitas, resumiremos algumas, fazendo um auto-diagnóstico podemos nos achar em vários subgrupos e em quantos mais estivermos maiores serão nossas dificuldades.

Tipos de personalidades psicopáticas:

Instáveis emocionais

Apresentam-se visivelmente imaturos e mesmo sob evidências não assumem as conseqüências de seus atos e escolhas. Portadores de humor lábil (caracteriza-se por englobar oscilações entre períodos de euforia e ansiedade), desajustam-se com extrema facilidade e rapidez, transitam das carícias à agressão velozmente e por motivos fúteis. Pobres de afetividade vivem às "turras" com suas próprias emoções e com os objetos do seu amor. A aceleração das experiências do momento atual, tanto em volume quanto em intensidade, faz com que muitas personalidades psicopáticas desse tipo que estavam meio que enrustidas coloquem-se á mostra assustando os incautos que com elas conviviam. Na casa espírita: "Nossa o que aconteceu com fulano? Manda ele passar numa entrevista e começar já um tratamento de desobsessão", dizem os entendidos. Mas, o que em outros hospícios, onde se usam terapias diferentes, dizem que é mais cruel ainda; nem vale a pena comentar (covardia?).

Personalidade passiva


A eterna vítima pode ser identificada já na infância: aquela criança que vive com o "bocão" aberto e que nada sabe pedir nem reclamar sem usar o expediente do choro. Os que se enquadram nessa tipologia de presente ou de passado tendem sempre a tornarem-se dependentes, dominados, explorados. Na casa espírita assumem uma postura com "cara" de coitados de fazer dó para que todo mundo sinta-se na obrigação de orar por eles.

Personalidade agressiva


Explosivos, excessivamente auto-afirmados, mandões, autoritários e às vezes líderes, quando são relativamente inteligentes. Atuam melhor em grupos, em bandos, em “tribos”, em quadrilhas. A cada dia que passa terão mais dificuldade para conter a agressividade e os ímpetos para a violência em virtude do número de estímulos simultâneos a que estamos hoje submetidos. Enquanto conseguem conter-se quebram objetos, chutam portas, maltratam animais, xingam, gritam, maldizem – porém quando se descuidam: socam, esfaqueiam, atiram... O tipo mais enrustido é o que acalenta desejos de vingança e quando perde o controle passa à execução e mesmo na casa espírita manda Moisés, Jesus, Buda... "às favas". Mas, embora doidos, nem tanto, controlam-se até o limite extremo; pois temem a camisa de força mais usado na casa espírita: a geladeira enquanto está em tratamento de desobsessão – nada de tarefas, nada de bancar o salvador da pátria dos assistidos como um super homem espiritual.

Personalidade compulsiva


A preguiça de pensar faz com que cedam a seus impulsos mais primários. Costumam falar e agir para depois pensar. Excedem-se em tudo, especialmente nas coisas negativas e nos comportamentos inadequados: mentira, suborno, prevaricação, etc. Apresentam pequenas manias que logo evoluem para o TOC (transtorno obsessivo compulsivo).

Personalidade compulsiva obsessiva


Os avisos de TOC – transtorno obsessivo compulsivo - surgem um após o outro todos os dias, mas poucos prestam atenção. Como exemplos comuns: a turma que sempre está preocupada em andar na moda. Os meticulosamente arrumados. Os doentios em suas preocupações de ordem e trabalho, buscam uma limpeza doentia. Os glutões. Viciados em qualquer coisa: sexo, games, TV, gastar... Como identificar o TOC na casa espírita? Observe a compulsão para colocar na caixinha de vibrações o nome da família inteira, dia após dia mesmo que tudo esteja razoavelmente tranqüilo, o esforço para manter uma cara de compenetrado. As palavras mais do que medidas levando quase que à mudez, etc.

Personalidade anti-social


A turma do contra sem razão e sem bandeira. Vivem em conflitos constantes com a sociedade e suas normas. Exemplos: os que se comprazem em afrontar ou tatuam-se, machucam-se com "penduricalhos", sujam com grafite bens alheios, etc. Não confundi-los com idealistas revolucionários nem índigos – embora boa parte desses sejam também personalidades psicopáticas.Na casa espirita? O anti-social no auge da sua importância chega sempre atrasado, não olha para ninguém, nem cumprimenta, executa mal e mal suas tarefas e sai apressado como se tivesse que tirar alguém da forca.

Desvios de comportamento social


São incontáveis e variáveis o maior grupo é o dos homossexuais. E na casa espírita como esse distúrbio pode ser considerado? A Doutrina é bem sintética: somos espíritos que evoluímos tanto num sexo quanto noutro pois teremos de armazenar todos os aprendizados que esta fase de polaridades comporta – tarefas masculinas e femininas são diferentes e complementares; ocorre que quando um espírito que aprendia numa das polaridades “pisa na bola”; às vezes é obrigado a reencarnar para aprender na outra. Imaginemos a confusão: um espírito com psiquismo predominante feminino despertando na existência como homem, quase sempre essa confusão acaba em alterações de postura e de comportamento frente aos outros que se acham normais. Como exercício, apenas como exercício de reflexão, vale a pena observar esses distúrbios na interpretação de conceitos tanto do Evangelho quanto das colocações das obras básicas no dia-a-dia das casas espíritas, dependendo da postura de quem está no comando. Prestem atenção, pois é muito instrutivo.

Alcoolismo, toxicomania, gula

Nestes três grupos a intensidade é variável com o grau de intoxicação e lesão adquiridos. Os dois primeiros grupos nem merecem comentários, mas no terreno da gula um grave exemplo cada vez mais comum: os que são obrigados a mutilações de redução de estômago. Mas vale um alerta: quem bebe um copinho de qualquer coisa para relaxar chegando em casa depois de um dia estafante de trabalho é um alcoólatra; já os que exageram (mas o que é exagerar?) são "bebuns". Há diferença – claro que há – mas qual é?
Chega-se a conclusão que existe problemas psiquiátricos - ou são espirituais? O que fazer? Quais as perspectivas para a cura?
Especialmente em época de final dos tempos, a situação do indivíduo fixado na personalidade psicopática é relativamente grave. Pois só é capaz de evoluir passivamente, e, ao que tudo indica, a transferência do planeta para outro mais primata é inevitável, porque ele precisa de muitos choques de retorno da lei de causa e efeito para voltar à condição de neurose, e então, conseguir iniciar o processo de evolução ativa reformulando seu pensar/sentir/agir, já que a pessoa que se encontra nessa situação é incapaz de movimentar os recursos disponíveis no inconsciente pela reflexão, em especial, pela falta de percepção clara de sua própria situação.
Onde buscar ajuda?
No hospício! Na casa Espirita!

Tratamento


As fronteiras das doenças mentais são imprecisas, portanto podemos ser ajudados a transpô-las por meio de recursos vários: medicamentos químicos, terapias alternativas e em especial pelo mecanismo da intercessão espiritual capaz de nos estimular a aprender e a nos modificarmos. Qual o melhor e mais eficaz tratamento? Todos são bons de acordo com a evolução e a necessidade da pessoa no momento. Podemos nos beneficiar de qualquer tratamento já conhecido para nos capacitarmos a reverter um quadro de personalidade psicopática atual sem que soframos muito, caso mudemos nosso pensar/sentir/agir ao nos voltarmos para a aplicação sistemática das leis naturais da evolução,(ação e reação) buscando aprender e servir como nos ensinou o Espírito da Verdade: “Amai-vos e instruí-vos” – treinando sem cessar dia e noite para aprender a servir com amor e inteligência. No amor e no serviço ao próximo está a cura definitiva de todos os males que afligem o ser humano. Um porém a ser considerado é que, a pessoa que está numa fase da sua evolução como personalidade psicopática não acredita nem se esforça para fazer sua reforma íntima. Adora sim meter o "bedelho" na reforma íntima do próximo, principalmente dos mais próximos. Claro que essa criatura necessitará inevitavelmente de ajuda externa para chegar à neurose, para daí então, iniciar a evolução ativa.
Todos os que já estão assumidamente em fase de franca reforma íntima são neuróticos (Graças a Deus). Portanto, quem tem à sua volta alguém nas condições de personalidade psicopática pode beneficiá-la muito: oferecendo-lhe amor, atenção, enviando-lhe constantemente pensamentos de reforma e força de vontade, motivando-a para a vida e exemplificando o amor ao próximo, sinalizando-lhe o caminho futuro para quando essa pessoa já estiver neurótica.
Como explicação posso dizer que ao tomar contato com essas verdades identifiquei-me como "cautelosa" – talvez o pior de todos - e descobri que precisava de inteiração. Confesso que fui ajudada por amigos espirituais a encontrar o melhor grupo para me inteirar e achei a Doutrina dos Espíritos. Está dando resultado, claro,(tudo a seu tempo). Realmente não há hospital mais efetivo e eficaz do que as casas espíritas mesmo que conduzidas por personalidades tão necessitadas, neuróticas às vezes, psicopáticas.

A todos: quais os melhores hospícios ou clínicas de refazimento?
Procure a mais perto da sua moradia – quase sempre tem o nome de algum vulto da edificação Cristã.
Quando não se der bem com os outros pacientes (frequentantes): procure com urgência outra casa espírita.

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Toda doença tem a sua origem nas imperfeições do espírito, que reflete sobre as células que lhe constituem o corpo material os desajustes da consciência.
A doença, quando se exterioriza, se revela e pede tratamento.

Infelizmente, no entanto, o homem tem oferecido aos seus males físicos, que são, em essência, males espirituais, remédios que agem perifericamente, ou seja, que não atuam no âmago da questão.

Os distúrbios psicológicos do ser, fruto do seu estado de desarmonia com a Lei, provocando-lhe sensações de sofrimento orgânico, tornam evidentes as necessidades que se lhe radicam n'alma. O que é subjetivo faz-se concreto para que se lhe corrijam as distorções.

Embora realizasse e realize curas no corpo perecível, sujeito às incessantes transformações da matéria, Jesus se corporificou no mundo para empreender a cura das almas, que não se efetivará sem o concurso dos enfermos que a desejem.

A falta de perdão, o ódio, a revolta, a descrença, o ressentimento e toda a variada gama de sentimentos corrompidos engendram causas profundas nas dores que a Medicina estuda e cataloga, sem, no entanto, dar-lhes combate eficaz.

A harmonização do vosso mundo íntimo vitaliza as células em desgaste e suprime as conseqüências mais drásticas do carma, a se expressarem tantas vezes nas patologias que vos limitam a ação.

Pautai-vos por uma conduta cristã e, embora mais tarde não vos eviteis de facear a morte, convivereis com a dor sem as agravantes do desespero.
A longevidade que o homem pretende no corpo material será uma conquista do espírito e não meramente da Ciência, no campo das prevenções.
Elevai o vosso padrão mental e educai os vossos sentimentos, atraindo para vós as forças positivas da Criação como quem sabe escolher para si o ar que respira.

Não olvideis que, basicamente, toda cura depende da movimentação da vontade do próprio enfermo, sem cujo concurso determinante ela não ocorrerá.

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Fazendo um estudo mais aprofundado, mais cuidadoso, o mapeamento das causas psicóticas conduz o pesquisador a estudos mais profundos do que no caso das neuroses, porquanto aquelas dizem respeito a problemáticas menos graves que se repetem nos painéis do organismo físico e mental em formas transitórias...
Não obstante a demorada discussão em torno de as psicopatias manisfetarem-se no corpo ou na mente, já não resta dúvidas quanto aos seus fatores causais, classificados como endógenos e enógenos, que facultam a eclosão do terrível mal, responsável por torpes alienações .
Essas doenças mentais, genericamente classificadas como psicoses, impõem, às vezes, desvios qualificativos, mesmo nos casos de aparente e puro desvio quantitativo, nos valores de caráter do homem. Em face de complexidade, multiplicidade de tais desvios, uma classificação exata dos fenômenos psicóticos é sempre difícil.
Há, sem dúvida, além dos fatores psicológicos, uma vasta gama de incidentes sociais que conduzem a psicoses múltiplas, num emaranhado causal relevante.
Nos fatores exógenos, que são as causas externas e fatores endógenas,que são as causas internas em que as psicoses se expressam como um processo de auto-punição onde o espírito se impõe pelos malogros e os crimes cometidos em outras vidas, que não foram alcançados pela legislação humana.
O psicótico maníaco-depressivo, por exemplo, traz gravado nas paisagens do inconsciente os hediondos desvios morais pregressos que escaparam à justiça estabelecida nos códigos da humana legislação e que ora expungem, como tendência à fuga ao dever e à responsabilidade, pelo suicídio.
O esquizofrênico, na sua múltipla classificação, é igualmente um espírito revel, enredado nas malhas dos abusos que praticou noutra vida e que, sem embargo, passaram desconsiderados quanto ignorados pelos momentos da existência anterior.
Não desejando nos fixar, apenas nessas posições, constatamos que, mesmo as psicoses de climatério, cujas causas são óbvias, fazem-se escoadouro purificador, recurso de que se utilizam as Leis Divinas para alcançar os infratores e relapsos que pretenderam ludibriar o código de ética universal, inviolável.
Em todo problema de psicoses, seja ele de natureza neurótica ou psiconeurótica, tenha o gravame da psicopatia ou não, o ser espiritual é sempre o responsável pela conjuntura que padece.
Em qualquer problema de ordem mental como psicológica, o terreno em que se desbordam as enfermidades e distonias é o mesmo que agasalha os sêmens de vida e saúde, aguardando que a primavera da boa vontade do espírito, colhido pela impretérita justiça de Deus, lhe faculte o surgimento em forma de paz.
Nesse sentido, a caridade fraternal junto aos psicóticos, a solidariedade gentil diante deles, a paciência irrefragável para com eles, a intercessão generosa a benefício deles são contribuições inestimáveis que o espírita a todos tem o dever de oferecer, particularmente em se tratando dos irmãos tombados no aturdimento interior.
Entretanto, no caso das ulcerações dos tecidos orgânicos, das intoxicações que deixam rastro de várias degenerescências, havendo já insculpida, seja na paisagem mental, seja no organismo físico, a presença do desequilíbrio, esta se revela como distonia perturbante.
A crença de que o “cérebro não pode adoecer” tem cedido lugar ao conceito diferenciados, após demoradas investigações fisiológicas como psicológicas.
o espírito se reajusta à ordem universal, resgatando gravames...
Não há porque se desesperarem os que se atribuem o dever da enfermagem fraternal.
Sempre se pode ajudar, mesmo não se esperando uma reabilitação imediata, ao menos uma liberação do compromisso negativo, tendo em vista que a vida não se circunscreve ao breve período da reencarnação, dilatando-se além do desequilíbrio orgânico e da degeneração celular, na direção da imortalidade.
E como o procedimento orgânico e o moral, não raro, acompanham o caminheiros da eternidade, ajudar alguém a desembaraçar-se de psicoses com vistas a melhores dias espirituais, é também terapia preventiva ou assistência curadora, que não pode ser relegada a plano secundário.
A saúde é um estado interior que nasce no espírito, mas a felicidade deve ser a meta que todos almejam para agora, amanhã ou mais tarde, devendo ser trabalhada desde hoje, mediante os atos de enobrecimento e elevação que cada um se pode e deve impor, imediatamente

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Fazendo uma anamnese mais cuidadosa, o mapeamento das causas psicóticas conduz o pesquisador a estudos mais profundos do que no caso das neuroses, porquanto aquelas dizem respeito a problemáticas menos graves que se repetem nos painéis do organismo físico e mental em formas transitórias...
Não obstante a demorada discussão em torno de as psicopatias manisfetarem-se no corpo ou na mente, já não resta dúvidas quanto aos seus fatores causais, classificados como endógenos e enógenos, que facultam a eclosão do terrível mal, responsável por torpes alienações .
Essas doenças mentais, genericamente classificadas como psicoses, impõem, às vezes, desvios qualificativos, mesmo nos casos de aparente e puro desvio quantitativo, nos valores de caráter do homem. Em face de complexidade, multiplicidade de tais desvios, uma classificação exata dos fenômenos psicóticos é sempre difícil.
Há, sem dúvida, além dos fatores psicológicos, uma vasta gama de incidentes sociais que conduzem a psicoses múltiplas, num emaranhado causal relevante.
Nos fatores exógenos, que são as causas externas e fatores endógenas,que são as causas internas em que as psicoses se expressam como um processo de auto-punição onde o espírito se impõe pelos malogros e os crimes cometidos em outras vidas, que não foram alcançados pela legislação humana.
O psicótico maníaco-depressivo, por exemplo, traz gravado nas paisagens do inconsciente os hediondos desvios morais pregressos que escaparam à justiça estabelecida nos códigos da humana legislação e que ora expungem, como tendência à fuga ao dever e à responsabilidade, pelo suicídio.
O esquizofrênico, na sua múltipla classificação, é igualmente um espírito revel, enredado nas malhas dos abusos que praticou noutra vida e que, sem embargo, passaram desconsiderados quanto ignorados pelos momentos da existência anterior.
Não desejando nos fixar, apenas nessas posições, constatamos que, mesmo as psicoses de climatério, cujas causas são óbvias, fazem-se escoadouro purificador, recurso de que se utilizam as Leis Divinas para alcançar os infratores e relapsos que pretenderam ludibriar o código de ética universal, inviolável.
Em todo problema de psicoses, seja ele de natureza neurótica ou psiconeurótica, tenha o gravame da psicopatia ou não, o ser espiritual é sempre o responsável pela conjuntura que padece.
Em qualquer problema de ordem mental como psicológica, o terreno em que se desbordam as enfermidades e distonias é o mesmo que agasalha os sêmens de vida e saúde, aguardando que a primavera da boa vontade do espírito, colhido pela impretérita justiça de Deus, lhe faculte o surgimento em forma de paz.
Nesse sentido, a caridade fraternal junto aos psicóticos, a solidariedade gentil diante deles, a paciência irrefragável para com eles, a intercessão generosa a benefício deles são contribuições inestimáveis que o espírita a todos tem o dever de oferecer, particularmente em se tratando dos irmãos tombados no aturdimento interior.
Entretanto, no caso das ulcerações dos tecidos orgânicos, das intoxicações que deixam rastro de várias degenerescências, havendo já insculpida, seja na paisagem mental, seja no organismo físico, a presença do desequilíbrio, esta se revela como distonia perturbante.
A crença de que o “cérebro não pode adoecer” tem cedido lugar ao conceito diferenciados, após demoradas investigações fisiológicas como psicológicas.
o espírito se reajusta à ordem universal, resgatando gravames...
Não há porque se desesperarem os que se atribuem o dever da enfermagem fraternal.
Sempre se pode ajudar, mesmo não se esperando uma reabilitação imediata, ao menos uma liberação do compromisso negativo, tendo em vista que a vida não se circunscreve ao breve período da reencarnação, dilatando-se além do desequilíbrio orgânico e da degeneração celular, na direção da imortalidade.
E como o procedimento orgânico e o moral, não raro, acompanham o viandante da eternidade, ajudar alguém a desembaraçar-se de psicoses com vistas a melhores dias espirituais, é também terapia preventiva ou assistência curadora, que não pode ser relegada a plano secundário.
A saúde é um estado interior que nasce no espírito, mas a felicidade deve ser a meta que todos almejam para agora, amanhã ou mais tarde, devendo ser trabalhada desde hoje, mediante os atos de enobrecimento e elevação que cada um se pode e deve impor, imediatamente.

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Crianças no Plano superior

Sempre nos despertou grande curiosidade a sorte das crianças após a “morte”, bem como a possibilidade de intercâmbio com aqueles que tenham se despojado prematuramente de suas roupagens carnais.

Iniciando nossa explanação a respeito do tema, citemos a questão 381, de O Livro dos Espíritos, em que Kardec assim indagava:
Por morte da criança, readquire o Espírito, imediatamente, o seu precedente vigor?

Ao que responderam os Espíritos:
“Assim tem que ser, pois que se vê desembaraçado de seu invólucro corporal. Entretanto, não readquire a anterior lucidez, senão quando se tenha completamente separado daquele envoltório, isto é, quando mais nenhum laço exista entre ele e o corpo.”

Ocorre que esse desligamento será tanto mais rápido quanto mais elevado for o grau evolutivo do Espírito em questão. Vejamos alguns exemplos:

Na quarta obra basilar da Codificação, O Céu e O Inferno, publicada pela primeira vez em 1865, temos, precisamente na segunda parte, capítulo VIII, a oportunidade de analisar uma comunicação de alto teor filosófico, que revela a rápida emancipação do Espírito Marcel, desencarnado alguns meses antes, aproximadamente aos oito anos de idade, após atrozes sofrimentos que ele havia superado de maneira exemplar.

Anos mais tarde, já no Brasil, um triste episódio marcaria sensivelmente a vida do casal Francisco e Terezinha Cruañes.

Foi em tarde ensolarada, numa fazenda do interior de São Paulo, quando a pequena Fernanda Cruañes, de apenas quatro anos de idade, caía do trator em que se encontrava, vindo a desencarnar em 08 de agosto de 1981. Menos de doze meses após o ocorrido, exatamente em 30 de julho de 1982, Fernanda se manifestava através da mediunidade segura de Francisco Cândido Xavier, em comunicação reproduzida na obra "Estamos no Além", solicitando aos seus pais que não se entregassem tanto ao desespero, como freqüentemente vinham fazendo, posto que todas aquelas sensações de sofrimento lhe eram integralmente transmitidas. Declarava, ainda, que sua avó Jenny, também desencarnada, conduzia-lhe as mãos durante a comunicação, pois que ela se ressentia da dificuldade de “não saber escrever”, revelando um condicionamento psíquico comumente observado na maioria dos espíritos precocemente desencarnados, sem prejuízo, porém, da consistência de sua mensagem, que acusava uma situação evolutiva satisfatória.

Também pode se dar, ainda que raramente, encontrarmos “crianças” em funções espirituais de grande relevância, conforme relatado por Rafael Ranieri em sua obra Materializações Luminosas, em que ele discorre sobre diversas reuniões de materialização de espíritos em que tomou parte, inclusive com a presença de Chico Xavier.

Naquelas memoráveis sessões, o Espírito Araci, Guia Espiritual do conceituado médium Francisco Peixoto Lins (Peixotinho), tangibilizava-se sob a aparência de uma criança de aproximadamente três anos de idade. Assim também, para sua surpresa e satisfação, descobre que a dirigente espiritual daqueles trabalhos de alta importância era exatamente sua filha Heleninha, desencarnada quando contava apenas um ano e oito meses. Por vezes, ela se apresentava na forma infantil; noutras ocasiões, mostrava-se sob aparência adotada em encarnação pregressa, demonstrando grande domínio sobre seu perispírito.

Informações igualmente preciosas nos deu André Luiz, em sua obra intitulada Entre a Terra e o Céu, psicografada por Francisco Cândido Xavier.

Conta-nos ele que, em determinado momento no plano espiritual, passa a ouvir uma suave melodia; ao se aproximar, percebe que a música era entoada por um coro de crianças felizes e sorridentes, em meio a paisagens de rara beleza. Ele se encontrava no Lar da Bênção — um misto de escola de preparação para a maternidade e abrigo para espíritos que haviam desencarnado na infância. Alguns deles, naquele exato momento, recebiam a visita de suas mães, ainda encarnadas, que para lá se deslocavam por ocasião do sono físico. André Luiz, então, fascinado com o que via, questiona se haveria ali cursos primários de alfabetização; ao que a dirigente daquele educandário responde afirmativamente, pois que se tratava de um verdadeiro estabelecimento de ensino no além, que abrigava, à época, cerca de dois mil espíritos desencarnados em tenra idade, que lá permaneciam até reunir condições para retornar ao plano físico, o que se dava, na maioria das vezes, antes que o Espírito retomasse sua compleição adulta.

Surge, então, a instigante questão do “crescimento das crianças no plano espiritual”, que estará intimamente atrelada à retomada de consciência por parte do Espírito desencarnado, o que lhe permitirá plasmar as modificações necessárias em seu corpo fluídico.

Exemplo disso encontramos novamente na obra "Estamos no Além", através do relato mediúnico de Sandra Regina Camargo. desencarnada aos nove anos de idade, após ter padecido durante três anos em virtude de pertinaz leucemia. Menos de quatro anos após seu desencarne, na noite de 17 de janeiro de 1981, ela se comunicaria com seus entes queridos, através de Chico Xavier, declarando: “ saibam também que cresci. Isso aconteceu na medida de meu desejo de me fazer pessoa grande...”.

Assim também se deu com Upton, desencarnado com apenas três meses de vida. Em carta psicografada por Chico Xavier, e publicada na obra Reencontros, demonstrava ter recobrado sua maturidade espiritual em poucos anos de regresso à Vida Maior.

Há, portanto, espíritos que, tendo desencarnado na infância, em retorno ao plano espiritual reassumem em curtíssimo prazo a forma adulta que tinham antes de reencarnar, ou, ainda, outra apresentação perispiritual que lhes convenha, sempre de acordo com suas potencialidades anímicas.

Entretanto, o Espírito André Luiz, ainda na obra Entre a Terra e o Céu, nos afirma que essas são exceções, pois que a maioria dos seres que estagiam no planeta Terra necessitam de longo espaço de tempo e total amparo da Espiritualidade para se desvencilharern dos impositivos da forma infantil, a que se encontram mentalmente fixados. Ademais, são em grande número aqueles que, ao desencarnarem precocemente, adentram o plano espiritual em extremo desequilíbrio, razão pela qual são recolhidos em alas isoladas, com o fito de receberem cuidados especiais.

Certamente que a temática não se esgota neste breve estudo, todavia, desde já podemos concluir, mais uma vez, que o Espiritismo é, irrefutavelmente, o Consolador prometido por Jesus, por nos brindar com a realidade da sobrevivência da alma, notadamente em relação àqueles que retornaram às esferas espirituais quando ainda ensaiavam seus primeiros passos no mundo.

Comunicação recebida em 21 de Abril de 2008

biba e Juliana pelos espiritos de Alice, Apolus e Luna.


 Comentários antigos (Total: 14 )

SALVE DEUS; muita paz a todos; .
Recebi con muito entusiasmo o relato acima, porém, salvei e vou estuda-lo com muito carinho em breve darei a minha opnião;Sanbendo-se de antamão que não se cai uma única folha no chão se for autrizado, como disse o amado mestre JESUS, todo cétil será cobrado. existem relatos de que na estamos sempre em provação e reajustando e nos encontrando com nossas vitamas do passado, para podermos aqui reajusta os débitos tudo é posivel nesta terra, sabendo-se que nós temos uma coisa que nem os anjos e os espíritos elevados não o tem o nosso O LIVRE ARBÍTRIO e isto é que nos leva e nos tira do fundo do poço; muita paz a todos; jaguar buscador -Recife.


SALVE DEUS; muita paz a todos; .
Recebi con muito entusiasmo o relato acima, porém, salvei e vou estuda-lo com muito carinho em breve darei a minha opnião;Sanbendo-se de antamão que não se cai uma única folha no chão se for autrizado, como disse o amado mestre JESUS, todo cétil será cobrado. existem relatos de que na estamos sempre em provação e reajustando e nos encontrando com nossas vitamas do passado, para podermos aqui reajusta os débitos tudo é posivel nesta terra, sabendo-se que nós temos uma coisa que nem os anjos e os espíritos elevados não o tem o nosso O LIVRE ARBÍTRIO e isto é que nos leva e nos tira do fundo do poço; muita paz a todos; jaguar buscador -Recife.


Evidente que o nosso Deus não tem absolutamente nada a provar. E para ratificar toda a sua grandeza Ele nos deu o livre arbítrio. Para quem já teve a oportunidade de ler as obras psicografadas por tantos nomes como Chico Xavier e outros, pode a luz da realidade mudar todo conceito de vida. Esta vida que Deus nos deu com tanto amor só necessitaria somente isso para que o ser humano possa refletir desta obra grandiosa de Deus. Restanos apenas seguir tantos ensinamentos dados por tantos irmãos da espiritualidade. O curso da vida esta dentro de cada um de nós. O que seguimos? A escolha é nossa. Reflitamos bem na escolha do caminho que vamos enveredar. José Maria Ribeiro-Manaus


CASTIGO EM FORMA DE PERDÃO
Qual seria a melhor pena para os criminosos? A estes espíritos que escolheram evoluir pelo aprendizado na dor, seria o correto sentimentos de piedade e solidariedade a eles?
Muito difícil colocar em prática o perdão, em casos extremos como esses. O sentimento de indignação e sofrimento transcende a qualquer pratica mesmo diante todos
ensinamentos que Jesus nos deixou.
Perdoar criminosos tão frios e violentos, que cometem atrocidades como esta? Não seria justo, então, imputar-lhes a mesma pena? Não devem eles pagar com as próprias vidas?
Aos que escolhem diante uma nova encarnação seguir o aprendizado na dor, escolhem em suas vidas caminhos mais longos e mais difíceis a seguir. Mas Deus é misericordioso, e estamos todos sujeitos as mesmas Leis, criminosos ou não. Pela reencarnação, Deus oferece a todos os homens oportunidades de ser refazerem dos males cometidos com o bem. A finalidade da reencarnação é a evolução espiritual necessária a este pobre espírito. Esse progresso passa do ponto de vista de criminoso que responde as leis da justiça dos homens, que nada traz a seu crescimento e entendimento espiritual neste sistema decadente de justiça aqui imposta, mas sim será condenado e apenado diante a justiça divina, esta é a verdadeira e digna justiça. Então cabe a cada um de nós, que indignadamente acompanha o desenrolar dessas novelas, aonde os criminosos se tornam monstros famosos até uma simples modificação na legislação vigente, ou a entrada de um novo desembargador modifique todo o curso da pena destinada a eles. Isso não é digno de sofrimento e complacência de todos que humanamente sentem com pesar a situação. A única solução nesta hora é exercitarmos o perdão de coração, pois com dignidade reconhecemos que Deus supremamente conduz a situação.
Devemos confiar mais no poder de Deus, e menos em nossas indignações que serão sempre limitadas, circunscritas a uma única existência, e sem conhecimento da trajetória dos espíritos envolvidos na tragédia.
Diante do CÓDIGO PENAL DA VIDA PROXIMA, sabemos que o espírito sofre na vida espiritual as conseqüências das imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. Não há uma única imperfeição da alma, que não importe funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade boa que não seja fonte de felicidade.
Dependendo o sofrimento da imperfeição, a alma traz consigo o próprio castigo ou prêmio, onde quer que se encontre. O inferno está em toda parte em que haja almas sofredoras, e o céu igualmente onde houver almas felizes e amorosas.
A duração da pena depende da melhoria do Espírito culpado. O que Deus exige por termo de sofrimentos, é um melhoramento sério, efetivo, sincero, de volta ao bem. O Espírito é sempre árbitro do próprio destino, podendo prolongar os sofrimentos pela pertinência no mal, ou suavizá-los e anulá-los pela prática do bem.
O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só: são precisas a expiação e a reparação. Arrependimento, expiação e reparação constituem portanto as condições necessárias para apagar os traços de uma falta cometida, e suas conseqüências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação. Só a reparação, contudo, pode anular o efeito, destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.
Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste no sofrimento físico e moral que lhe são conseqüentes, ou seja na vida atual, ou na vida espiritual ou até em nova existência corporal.
A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se há feito mal. Quem não repara os seus erros numa existênciapor fraqueza ou má vontade, achar-se-á numa existência próxima em contato com as mesmas pessoas as quais as quais deve reparar-se, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes havia feito.
Para o criminoso, a presença incessante das vítimas e das circunstâncias do crime é um suplício cruel. A misericórdia Divina é infinita, sem dúvidas, mas não é cega. O culpado que ela atinge não fica exonerado e enquanto não houver satisfeito a justiça, sofre as conseqüências de seus erros.

Foi lindo e de grandioso exemplo a atitude dos avós maternos de Isabella, um dia após os suspeitos serem indiciados pelo crime. Eles pediram que oremos pelos supostos assassinos.
Com certeza eles são conhecedores e compreendedores dos ensinamentos que Jesus nos deixou. Em momento tão difícil e doloroso, estão demonstrando o que verdadeiramente há em seus corações e suas identidades espirituais. O melhor que podemos fazer é o mesmo que eles pois do restante a justiça dos homens irá se ocupar. E a justiça de Divina não falhará...

Juliana/biba pelo espírito Alice





Execelente as explicações, salvei para ler com calma e refletir sobre tudo. Obrigada por ter sido umas das pessoas a recebe-lás.


Exelente este portal, não sou espirita, mais ao ler, fiquei bastante curiosa em conhecer, moro em fortaleza, meu marido é alcoolatra ja tentei de tudo, já foi internado um mês em uma clinica, gostaria de saber se existe alguma clinica espirita aqui em Fortaleza. Se possivel o endereço.


Exelente este portal, não sou espirita, mais ao ler, fiquei bastante curiosa em conhecer, moro em fortaleza, meu marido é alcoolatra ja tentei de tudo, já foi internado um mês em uma clinica, gostaria de saber se existe alguma clinica espirita aqui em Fortaleza. Se possivel o endereço.


Oi Biba!
Li esta postagem e fiquei muito feliz, pois ha muito tempo não lia algo tão atual, "técnico ", claro e coerente. Vou imprimir e colocar em meu local de trabalho, e que Deus mantenha sempre este site nos levando ao caminho do apse da escala evolutiva.
Beijos, Welci.


Homenagem à Isabella Oliveira Nardoni

DESENCARNAÇÃO NA INFANCIA
Podemos considerar a desencarnação da alma, em plena infância, como sendo
uma punição das Leis Divinas, na maioria das vezes?
Muitas existências são frustradas no berço, não por simples punição externa da Lei Divina, mas porque a própria Lei Divina funciona em nós, desde que todos existimos no hausto do Criador.
Freqüentemente, através do suicídio, integralmente deliberado, ou do próprio desregramento, operamos em nossa alma calamitosos desequilíbrios, quais tempestades ocultas, que desencadeamos, por teimosia, no campo da natureza íntima.
Cargas venenosas, instrumentos perfurantes, projéteis fulminatórios, afogamentos, enforcamentos, quedas calculadas de grande altura e multiformes viciações com que as criaturas responsáveis arruínam o próprio corpo ou o aniquilam, impondo-lhe a morte prematura, com plena desaprovação da consciência, determinam processos degenerativos e desajustes nos centros essenciais do psicossoma, notadamente naqueles que governam o córtex encefálico, as glândulas de secreção interna, a organização emotiva e o sistema hematopoético.
Ante o impacto da desencarnação provocada, semelhantes recursos da alma entram em pavoroso colapso, sob traumatismo profundo, para o qual não há termo correlato na diagnose terrestre.
Indescritíveis flagelações que vão da inconsciência descontínua à loucura completa, senhoreiam essas mentes torturadas, por tempo variável, conforme as atenuantes e agravantes da culpa, induzindo as autoridades superiores a reinterná-las no plano carnal, quais enfermos graves, em celas físicas de breve duração, para que se reabilitem, gradativamente, com a justa cooperação dos Espíritos reencarnados, cujos débitos com eles se afinem.
Eis porque um golpe suicida no coração, acompanhado pelo remorso, causará comumente diátese hemorrágica, com perda considerável da protombina do sangue, naqueles que renascem para tratamento de recuperação do corpo espiritual em distonia; o auto-envenenamento ocasionará, nas mesmas condições, deploráveis desarmonias nas regiões psicossomáticas correspondentes à medula vermelha, conturbando o nascimento das hemácias, tanto em sua evolução intravascular, dentro dos sinusóides, como também na sua constituição extravascular, no retículo, gerando as distrofias congênitas do eritrônio com hemopatias diversas; os afogamentos e enforcamentos, em identidade de circunstancias, impõem naqueles que os provocam os fenômenos da incompatibilidade materno-fetal, em que os chamados fatores Rh, de modo geral, após a primeira gestação, permitem que a hemolisina alcancem a fronteira placentária, sintonizando-se com a posição mórbida da entidade reencarnante, a se externarem na eritroblastose fetal, em suas variadas expressões; e o voluntário esfacelamento do crânio, a queda procurada de grande altura e as viciações do sentimento e do raciocínio estabelecem no veículo espiritual múltiplas ocorrências de arritmia cerebral, a se revelarem nos doentes renascituros, através da eclampsia e da tetania dos lactentes, da hidrocefalia, da encefalite letárgica, das encefalopatias crônicas, da psicose epilética, da idiotia, do mongolismo e de várias morboses oriundas da insuficiência glandular.
Claro está que não relacionamos nessa sucinta relação os problemas do suicídio associado ao homicídio, os quais, muita vez, se fazem seguidos, em reencarnação posterior do infeliz ato, por lamentáveis reações, com a morte acidental ou violenta na infância, traduzindo estação inevitável no ciclo do resgate.
No que tange, porém, às moléstias mencionadas, surgem todas elas nos mais diferentes períodos, crestando a existência do veículo físico, via de regra, desde a vida "in útero" até os dezoito e vinte anos de experiência recomeçante, e, como vemos, são doenças secundárias, porquanto a etiologia que lhes é própria reside na estrutura complexa da própria alma.
Urge ainda considerar que todos os enfermos dessa espécie são conduzidos a outros enfermos espirituais - os homens e as mulheres que corromperam os próprios centros genésicos pela delinqüência emotiva ou pelos crimes reiterados do aborto provocado, em existências do pretérito próximo, para que, servindo na condição de atendentes e guardiães de companheiros que também se conspurcaram perante a Eterna Justiça, se recuperem, a seu turno, regenerando a si mesmos pelo amoroso devotamento com que lutam e choram, no amparo aos filhinhos condenados à morte, ou atormentados desde o berço.
Segundo observamos, portanto, as existências interrompidas no alvorecer do corpo denso, raramente constituem balizas terminais de prova indispensáveis na senda humana, porque, na maioria dos sucessos em que se evidenciam, representam cursos rápidos de socorro ou tratamento do corpo espiritual desequilibrado por nossos próprios excessos e inconseqüências, compelindo-nos a reconhecer, com o Apóstolo Paulo (I Coríntios, 6:19-20 - Nota do autor), que o nosso instrumento de manifestação, seja onde for, é templo da Força Divina, por intermédio do qual, associando corpo e alma, nos cabe a obrigação de aperfeiçoar-nos, aprimorando a vida, na exaltação constante a Deus.




Há casos de desencarnação estando o Espírito desdobrado, por exemplo, nas zonas umbralinas e o corpo em estado comatoso

Isso pode acontecer perfeitamente, do ponto de vista da exteriorização do pensamento, porque céu e inferno, exprimindo equilíbrio e perturbação, alegria e dor, começam invariavelmente em nós mesmos.


Os Espíritos encarnados que sofreram desequilíbrio mental de alta expressão voltam imediatamente à lucidez espiritual após a desencarnação?

Isso nunca sucede, porquanto a perturbação dilatada exige a convalescença indispensável, cuja duração naturalmente varia com o grau de evolução do enfermo em reajuste
ANDRÉ LUIZ
(Evolução em Dois Mundos, Parte II, Cap. XVII, André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Visão Espírita do caso Isabella Nardoni
Todos choramos a morte de Isabella. Todos nos indignamos com a brutalidade do crime, cometido, aparentemente, por aqueles que deveriam protegê-la e encaminhá-la na vida.
Pode existir perdão para alguém que comete tamanha barbárie? Parece que há um consenso sobre o destino de Isabella, depois da trágica morte: no céu, ela agora é um anjo, coroado de bênçãos. Parece haver também consenso sobre o destino de seus supostos assassinos: eles devem arder no fogo do inferno, já que todas as penas da terra ainda são pequenas para gente assim.
Com o histórico de impunidade no nosso país, as pessoas temem que a justiça não se faça. E muitos alegam que, se pudessem, fariam justiça com as próprias mãos.
E qual o conceito de justiça, neste caso? Admitindo que o casal seja realmente culpado, que “justiça” satisfaria a revolta do povo? Vê-los presos, saber que sofrem? Vê-los passar pelo mesmo que teriam feito Isabella sofrer?
O que os Espíritos dizem?

É Mito ou Carma a morte de Isabella
Na tentativa de relacionar o ocorrido com a lei de ação e reação, algumas pessoas dizem que “estava no carma de Isabella passar por isso; ela teria cometido algo muito grave numa vida passada, e estaria pagando o seu carma”.
Alegação absurda, para a qual não encontramos embasamento na obra de Allan Kardec.
Ninguém vem ao mundo predestinado a ser vítima de assassinato. Porque se assim fosse, se “estivesse escrito” que alguém seria assassinado, Deus estaria derrogando suas próprias leis: assassinato é crime, contrário às leis de Deus, em qualquer circunstância.
Sobre isso, os Espíritos comentam, no Livro dos Espíritos, questão 861:

O homem que comete um assassinato sabe, ao escolher a sua existência, que se tornará um assassino?
Resposta dos Espíritos: Não. Sabe apenas que, ao escolher uma vida de lutas, terá a probabilidade de matar um de seus semelhantes, mas ignora se o fará ou não, porque depende quase sempre dele tomar a deliberação de cometer o crime. Ora, aquele que delibera sobre uma coisa é sempre livre de a fazer ou não. Se o espírito soubesse com antecedência que, como homem, deveria cometer um assassínio, estaria predestinado a isso. Sabei, então, que não há ninguém predestinado ao crime e que, todo crime, como todo e qualquer ato, é sempre resultado da vontade e do livre arbítrio. De resto, sempre confundir duas coisas bastante distintas: os acontecimentos materiais da existência e os atos da vida moral. Se há fatalidade, às vezes, é apenas no tocante aos acontecimentos materiais, cuja causa está fora de vós e que são independentes da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, emanam sempre do próprio homem que tem sempre, por conseguinte, a liberdade de escolha: para os seus atos não existe a fatalidade.

Comentário Pessoal
Conforme ficou claro na resposta dos espíritos, somos sempre responsáveis por nossas escolhas. Não estamos “predestinados” a infringir as leis de Deus, nem a padecer nas mãos de algozes impiedosos, como “pagamento de carma”, uma vez que é sempre opção do algoz punir ou perdoar. Está sempre na consciência e no livre arbítrio de cada um. São escolhas nossas, não obstante as circunstâncias de vida com as quais nos defrontamos.

Caminho das crianças no pós morte
Isabella parece mesmo um anjinho, na terra ou no céu. O seu rostinho sempre sorridente sugere uma docilidade angelical. Mas a evolução do espírito é progressiva. A natureza não dá saltos; assim, nossa evolução espiritual é conseqüência de nossas boas escolhas, é o resultado de nossos aprendizados nas vidas sucessivas.
Não vai aqui nenhuma intenção de avaliar qual pode ser a situação espiritual de Isabella, mas apenas trazer ao conhecimento dos leitores o que o Livro dos Espíritos ensina sobre a sorte das crianças após a morte, a saber:

 

Pergunta 198: O Espírito da criança que morre em tenra idade, não tendo podido fazer o mal, pertence aos graus superiores?
Resposta dos Espíritos: “Se não fez, o mal, também não fez o bem, e Deus não o afasta das provas que deve sofrer. Se é puro, não é pelo fato de ter sido criança, mas porque já se havia adiantado”.

Comentário Pessoal:
Não podemos julgar, nem uma parte, nem a outra. Se hoje somos vítimas, podemos ter sido algozes no passado. Mas, qualquer que seja a situação, a opção de resolver diferenças (da vida atual ou de vidas passadas), infringindo dor e sofrimento, é sempre uma opção individual, pela qual teremos que responder à Justiça Divina.
Se hoje um espírito, encarnado ou desencarnado, aparenta ser mais evoluído, é porque já percorreu o caminho do progresso a que todos estamos sujeitos. Muitos evoluem pela dor, é verdade, mas é também verdade que cabe a cada um de nós optar pela evolução pelo amor, ou pelo aprendizado na dor.
Os que optam pelo aprendizado na dor têm talvez um caminho mais longo, e com certeza mais difícil. Mas Deus é misericordioso, e estamos TODOS, criminosos ou não, sujeitos às mesmas leis. Pela reencarnação, Deus nos oferece a oportunidade de refazermos o mal com o bem. Não se trata de favorecer alguns, às custas do sofrimento de outros, longe disso. É preciso compreender que a finalidade da reencarnação é o PROGRESSO do espírito. Esse progresso passa, do ponto de vista do criminoso, pelo ajuste de contas, que a Deus cabe julgar como se dará. Mas passa também pela capacidade de cada um de nós, de exercitarmos o perdão e não desejar aos outros o que não desejamos para nós mesmos.

Olho por olho, dente por dente, o que dizem os espíritas sobre a lei de Tailão

Livro dos Espíritos, pergunta 764: Jesus disse: “Quem matar pela espada perecerá pela espada”. Essas palavras não representam a consagração da pena de talião? E a morte imposta ao assassino não é a aplicação dessa pena?

Resposta dos Espíritos: “Tomai tento! Estais equivocados quanto a estas palavras, como sobre muitas outras. A pena de talião é a justiça de Deus; é Ele quem a aplica. Todos vós sofreis a cada instante essa pena, porque sois punidos naquilo em pecais, nesta vida ou numa outra.* Aquele que fez sofrer o seu semelhante estará numa situação em que sofrerá o mesmo. É este o sentido das palavras de Jesus. Pois não vos disse também: “Perdoai aos vossos inimigos” ? E não vos ensinou a pedir a Deus que perdoe as vossas ofensas da maneira que perdoastes, ou seja, na mesma proporção em que houverdes perdoado? Compreendei bem isso.”

Comentário pessoal:
Muito difícil colocar em prática o perdão, em casos extremos como esses. O sentimento de indignação é forte demais. Todos temos a imagem de Isabella sorridente muito viva em nossas mentes, como se a tivéssemos conhecido e convivido com ela. Difícil afastar a emoção, para fazer um julgamento imparcial.
Mas talvez aí é que esteja o segredo: Não julgar! É isso, talvez seja esse o elemento principal, que estamos desconsiderando na nossa avaliação. Se não conseguimos perdoar, talvez consigamos não julgar. “Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).”
O Evangelho Segundo o Espiritismo traz um texto muito interessante sobre a caridade com o criminoso. Mas, perdoar criminosos tão frios e violentos, que cometem atrocidades como esta? Não seria justo, então, imputar-lhes a mesma pena? Não devem eles pagar com as próprias vidas?

Pena de Morte, o que dizem os espíritos

Livro dos Espíritos, pergunta 760: A pena de morte desaparecerá um dia da legislação humana?

Resposta dos Espíritos: “A pena de morte desaparecerá incontestavelmente e sua supressão assinalará um progresso da Humanidade. Quando os homens forem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida da Terra. Os homens não terão mais necessidade de ser julgados pelos homens. Falo de uma época que ainda está muito longe de vós.”.

Livro dos Espíritos, pergunta 761: A lei de conservação dá ao homem o direito de preservar a sua própria vida; não aplica ele esse direito quando elimina da sociedade um membro perigoso?

Resposta dos Espíritos: “Há outros meios de se preservar do perigo, sem matar. É necessário, aliás, abrir e não fechar ao criminoso a porta do arrependimento.”

O CÉU E O INFERNO O QUE OS ESPÍRITOS DIZEM SOBRE SOBRE AS RECOMPENSAS FUTURAS
 Não se impressionem os que clamam por justiça. Nada passará incólume aos olhos de Deus, mas não é a nós que cabe medir, julgar e muito menos condenar. A justiça dos homens deve cumprir o seu papel, mas uma existência é muito pouco para o espírito, que é eterno.
Carregamos conosco, no nosso íntimo, as marcas do que fomos. Herculano Pires, no livro “Concepção Existencial de Deus”, descreve assim a justiça divina:
“O homem é o seu próprio juiz, no aquém e no além. Ninguém lhe pede contas do que fez, mas ele mesmo se defronta com a imagem do que foi e do que é. É essa a infalibilidade da Justiça Divina. O Tribunal de Deus está instalado na consciência de cada um de nós, e funciona com a regularidade absoluta das leis naturais.
Não somos julgados por nenhum tribunal sobrenatural, mas por nossa própria consciência. Daí a fatuidade dos julgamentos religiosos, das indulgências e dos sacramentos.
Deus, o Existente, partilha conosco das provas existenciais. E é dentro de nós, em nossa consciência, em nosso íntimo – sem que tenhamos a mínima possibilidade de fuga ou desculpas mentirosas, - que somos julgados.”

Do ponto de vista espiritual, penas e gozos não se restringem a uma única existência. A justiça dos homens pode ser aplicada, mas as marcas de nossas más escolhas ficam cunhadas em nossos espíritos; essas, as carregamos conosco, aqui e no além.

Livro dos Espíritos, pergunta 973: Quais são os maiores sofrimentos que os maus Espíritos podem suportar?

Resposta dos Espíritos: “Não há descrição possível das torturas morais que constituem a punição de certos crimes. Os próprios Espíritos que as sofrem teriam dificuldades em vos dar uma idéia. Mas seguramente a mais horrível é o pensamento de serem condenados para sempre.”

Livro dos Espíritos, pergunta 977: Os Espíritos não podem ocultar-se reciprocamente os pensamentos e, todos os atos da vida sendo conhecidos, segue-se que o culpado está sempre na presença da vítima?

Resposta dos Espíritos: Isso não pode ser de outra maneira, diz o bom senso.

Livro dos Espíritos, pergunta 977-a) Essa revelação de todos os atos repreensíveis e a presença constante das vítimas serão um castigo para o culpado?

Resposta dos Espíritos: “Maior do que se pensa, mas somente até que ele tenha expiado as suas culpas, seja como Espírito, seja como homem em novas existências corpóreas.”

Castigo ou Crime
Os que têm sede de justiça devem confiar mais no poder de Deus, e menos na sua própria avaliação, que será sempre limitada, circunscrita a uma única existência, e sem conhecimento da trajetória dos espíritos envolvidos nessa tragédia.
No Livro “O Céu e o Inferno”, Allan Kardec fala sobre o CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA, do qual reproduzimos alguns trechos, a saber:

A alma ou espírito sofre na vida espiritual as conseqüências das imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.
Não há uma única imperfeição da alma que não importe funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade boa que não seja fonte de gozo.
 Dependendo o sofrimento da imperfeição, como o gozo da perfeição, a alma traz consigo o próprio castigo ou prêmio, onde quer que se encontre, sem necessidade de lugar circunscrito. O inferno está em toda parte em que haja almas sofredoras, e o céu igualmente onde houver almas felizes.
 A duração do castigo depende da melhoria do Espírito culpado. Nenhuma condenação por tempo determinado lhe é prescrita. O que Deus exige por termo de sofrimentos é um melhoramento sério, efetivo, sincero, de volta ao bem. Desta maneira, o Espírito é sempre árbitro do próprio destino, podendo prolongar os sofrimentos pela pertinácia no mal, ou suavizá-los e anulá-los pela prática do bem.
O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só: são precisas a expiação e a reparação. Arrependimento, expiação e reparação constituem portanto as condições necessárias para apagar os traços de uma falta cometida, e suas conseqüências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação. Só a reparação, contudo, pode anular o efeito, destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.
 (…) Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste no sofrimento físico e moral que lhe são conseqüentes, ou seja na vida atual, ou seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal.
A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito mal. Quem não repara os seus erros numa existência, por fraqueza ou má vontade, achar-se-á numa existência ulterior em contato com as mesmas pessoas que de si tiverem queixas, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal llhes havia feito.
Para o criminoso, a presença incessante das vítimas e das circunstâncias do crime é um suplício cruel.
A misericórdia de Deus é infinita, sem dúvida, mas não é cega. O culpado que ela atinge não fica exonerado e enquanto não houver satisfeito a justiça, sofre a conseqüência de seus erros. Por ser de infinita misericórdia, não devemos pensar que Deus seja inexorável; deixa sempre abertas as portas da redenção.

Concluímos portanto que:
“(…) só se levará, na mudança da morte, a bagagem das conquistas que se realizar aqui, na vida terrena. Não seremos premiados, mas pagos, na outra vida, justamente pagos por tudo o que dermos gratuitamente nesta vida. . (…) Devemos substituir as idéias de recompensa, pelas de conseqüência. “
J.H.P., em Educação para a Morte
A maior lição de todas, nesse nefasto episódio, foi a recomendação dos avós maternos de Isabella, um dia após os suspeitos serem indiciados pelo crime. Eles pediram que oremos pelos supostos assassinos.
Eles compreenderam os ensinamentos de Cristo. Da maneira mais dura, os estão colocando em prática. O melhor que podemos fazer, ao nos solidarizarmos com os familiares de Isabella, é engrossar a corrente de orações por Isabella, seus familiares, e seu(s) assassino(s). De resto, a justiça dos homens irá se ocupar. E a justiça de Deus não falhará, nem para o(s) assassino(s), nem para nenhum de nós.

biba-06/10/08 -04:45 hr.


todos nos trazemos ao reencarnar  nossos carmas. porem  Deus nos oferece oportunidades. Livre Arbritio

 

 


Olá! estava procurando uma materia sobre ciumes, e por acaso abri e comecei a ler. E quanto mais leio, mais vejo que não sei nada, e ficam muitas perguntas, por isso, gostaria de fazer algumas e se puderem me responder ficarei grata.sei que pode parecer bobas algums perguntas, mas conversando com outras pssoas tambem v que não sabem.

Uma duvida, aqui na terra somos oque? espiritos?almas?

os "extraterrestres" são espiritos? evoluidos materialmente? e não espiritualmente? porque se nós vamos até lua pq eles não viriam ate nós, sendo mais adiantados materilamente.

 


Segundo o artigo, que em muitos momentos cita passagens coerentes com o evangelhos, somos todos psicopatas, não obrou um...só o escritor...e nós espíritas nos achamos caridosos...ainda estamos no nível da imbecilidade...SOU PSICOPATA ANTI-SOCIAL segundo sua classificação destrabelhada!

 


110|keila em: 19/11/2010 - 03:13:22

 O autor deveria estudar mais sobre psicopatia antes de postar. Pois psicopatas não se desequilibram emocionalmente. São raciocínio puro, frios, calculistas, dissimulados, sem consciência e passam despercebidos. Garanto que você conhece um e acha o mesmo a melhor pessoa do mundo! Geralmente são pessoas inteligentes, agradáveis e muito solicitas "aparentemente"...Dificilmente são culpados pelos seus crimes, pois usam muita astucia e quem paga o pato são sempre os desequilibrados emocionalmente,(ou loucos) que apesar de serem pessoas de difícil convivência, já existe neles o medo, a dor, o sofrimento, a angustia, a culpa, o arrependimento e a vontade de acertar. Sobre o caso Isabela, quem sou eu pra dizer quem praticou ou o que motivou o crime? Pode ter sido tentativa roubo, de estupro, ciúme ou mesmo um acidente. Bom eu não estava lá, então não sei o que aconteceu. E tem mais, se fossemos perfeitos, não estaríamos aqui no mundo de provas e expiações




599|paulo do Vale em: 15/05/2011 - 22:13:27

Sinceramente, ainda fico perplexo e estarrecido diante de tanta maldade. Já contei aqui a minha história. Quem acompanha o LEMA a conhece e , como me machuca profundamente, evito repetí-la. Mas, o que é pior? Atirar uma filha, talvez já morta pelos maus tratos, de uma janela, do sexto andar, ou passar indiferente diante dos filhos que dormem na rua, passam fome, frio, sede, sãom ameaçados pelos horrores da rua, quando tudo tem para, pelo menos, minorar este sofrimento? O que eu teria preferido? Ser morto de uma vez, ou padecer aos poucos e conviver com uma morte iminente todos os dias e noites? Isto eu vivi. Isto eu sofri. Mas, isto não alterou o meu caráter impoluto. Devo a Jesus isto. Tive uma escola maternal insuportável. Uma infância de cão vira-lata, uma adolescência de um rejeitado por todos.Deveria ser ateu. Ora, não houve uma mão religiosa para me socorrer como não há para muitas crianças que, ainda hoje estão por ai, sofrendo do mesmo mal.Eu passei 20 anos pela descrença total . Fui um ateu convicto. Mas, os espíritos me reconduziram ao caminho da fé. Tive bons ao meu lado. Quem tem os maus , os sofridos, os recalcados, perecem na flor da idade. Se, algum dia, um moleque cheio de ódio lhe apontar uma arma, disposto a matá-lo, peça aos bons espíritos para salvá-lo. Peça a Deus sobretudo. Mas, ainda assim poderá socumbir à ira do menor imerso na revolta. E são milhões.



637|paulo do vale em: 28/05/2011 - 19:48:57

Admito que sinto-me , na maioria das vezes, enfadado com as preleções que ouço quando estou na Fundação Irmão Glacus para cumprir a tarefa a que me predispus. Mas, há exceções e aparecem oradores brilhantes. Que sabem prender a a atenção da platéia em êxtase pela arte da palavra.Nesta última quinta-feira isto aconteceu.Uma jovem abordou o assunto em epígrafe. O desamor na sociedade que estamos vivendo. E disse que este começa dentro dos próprios lares com o desencontro entre pais e filhos. Sentimos o indiferença, o ódio, a desavença, entre aqueles que conosco convivem. Casais que não se ajustam. Não combinam. Crimes passionais que se sucedem. Muitas vezes , injustificados. Não há ciúme nem carências materiais. Parece que um e outro compraram gato por lebre. Alimentaram uma expectativa que não se confirmou. Fica menos difícil quando o casal descobre isto. Mas, quando é só um membro, a situação fica crítica. O recomeço exige resignação e coragem. Nem todos estão preparados. E nós, espíritas, que tanto dissertamos sobre este assunto como conselheiros, muitas vezes não ouvimos a nós mesmos. O inferno, o umbral, é aqui mesmo. O céu também.Depende do nosso livre arbítrio. Parece, às vezes , que rejeitamos a felicidade. Como disse o poeta:"rejeitam o céu por ser escuro e vão ao inferno à procura de luz".



1357|Iraciara rodrigues em: 28/02/2012 - 20:16:30

Não tenho palavras para descrever tanta emoção,mas gostaria que todos soubessem que o elo entre mãe e filha não terminou apenas distante fisicament pois em espirito estarão ligadas para toda eternidade.Que Deus esteja sempre conosco e que possamos compreender esta morada como passagem e evolução e que suas outras moradas sejam claras,cheirosa e cantarolantes.Agradeço por essa linda homenagem para Isabella.



1650|MRI ELENA ROSSI em: 21/08/2012 - 15:53:16

gostei muito de ler ess matéria ,a medida que lia comparava com pessoas e situações do dia a dia me foi bastante esclarecedor.


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