| O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. I - DOS ESPÍRITOS | 105 |
FORMA E UBIQÜIDADE DOS ESPÍRITOS.
88 - Os Espíritos têm uma forma determinada, limi-tada e constante?
- Para vós, não; para nós, sim. O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um clarão ou uma centelha etérea.
- Essa chama ou centelha tem uma cor qualquer?
- Para vós, ela varia da sombra ao brilho do rubi, segundo seja o Espírito mais ou menos puro.
Representam-se ordinariamente os gênios com uma flama ou estrela sobre a fronte; é uma alegoria que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Colocam-na na altura da cabeça porque aí está a sede da inteligência.
89 - Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço?
- Sim, porém, rápido como o pensamento.
- O pensamento não é a própria alma que se transporta?
- Quando o pensamento está em qualquer parte, a alma aí está também, pois é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo.
90 - O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é subitamente transportado para o lugar onde quer ir?
- Ocorrem ambas as coisas. O Espírito pode, muito bem, se ele quiser, tomar conhecimento da distância que percorre, mas essa distância pode desaparecer completa-mente, dependendo da sua vontade e da sua natureza mais ou menos depurada.
91 - A matéria constitui obstáculo aos Espíritos?
- Não; eles penetram em tudo: o ar, a terra, as águas e mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis.
92 - Os Espíritos têm o dom da ubiqüidade? Por outras palavras, o mesmo Espírito pode se dividir ou existir em vários lugares ao mesmo tempo?
- Não pode haver divisão do mesmo Espírito, mas cada