| O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. II - ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS | 128 |
atingi-lo com o dedo e com o olhar, não mais pela razão, mas pelos fatos. Graças às comunicações espíritas, isto não é mais uma presunção, uma probabilidade sobre a qual cada um entende à sua vontade, que os poetas embelezam suas ficções ou semeiam imagens alegóricas que nos enganam, é a realidade que se nos apresenta, pois que são os próprios seres do outro mundo que vêm nos descrever sua situação, dizer-nos o que foram, que nos permitem assistir, por assim dizer, a todas as peripécias de sua nova vida e, por esse meio, mostrando-nos o destino inevitável que nos está reservado, segundo os nossos méritos e os nossos deméritos. Há nisto algo de anti-religioso? Bem ao contrário, uma vez que os incrédulos aí encontram a fé e os indecisos uma renovação de fervor e de confiança. O Espiritismo é, pois, o mais poderoso auxiliar da religião. Uma vez que é assim, é porque Deus o permite, e ele o permite para reanimar as nossas esperanças vacilantes e nos reconduzir ao caminho do bem, pela perspectiva do futuro.