| O CÉU E O INFERNO - PRIMEIRA PARTE - DOUTRINA - CAPÍTULO VII - AS PENAS FUTURAS SEG.O ESPIRITISMO | 1351 |
CAPÍTULO VII
AS PENAS FUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO
A carne é fraca. Princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras. Código penal da vida futura.
A CARNE É FRACA
Há tendências viciosas que são, evidentemente, inerentes ao Espírito, porque dizem respeito mais ao moral do que ao físico; outras parecem antes conseqüentes do organismo, e, por esse motivo, delas, alguém se crê menos responsável: tais são as predisposições à cólera, à voluptuosidade, à sensualidade, etc.
É perfeitamente reconhecido, hoje, pelas filosofias espiritualistas, que os órgãos cerebrais, correspondendo a diversas aptidões, devem seu desenvolvimento à atividade do Espírito; que esse desenvolvimento é, assim, um efeito e não uma causa. Um homem não é músico porque tenha a bossa da música, mas ele não tem a bossa da música senão porque seu Espírito é músico...
Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, deve reagir, igualmente, sobre as outras partes do organismo. O Espírito é, assim, artífice do seu próprio corpo, que conforma, por assim dizer, a fim de apropriá-lo à suas necessidades e à manifestação das suas tendências. Isto posto, a perfeição do corpo, das raças avançadas, não seria o produto de criações distintas, mas o resultado do trabalho do Espírito, que aperfeiçoa o seu aparelhamento à medida que as suas faculdades aumentam.
Por uma conseqüência natural desse princípio, as disposições morais do Espírito devem modificar as qualidades do sangue, dar-lhe maior ou menor atividade, provocar