| O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO V | 1543 |
esperásseis pacientemente que lhe aprouvesse vos retirar da Terra, na vossa entrada no mundo em que estais, imediatamente reveríeis o vosso filho, que viria vos receber e estender os braços; teríeis a alegria de vê-lo radioso, após esse tempo de ausência. O que fizestes, e o que fazeis ainda neste momento, coloca uma barreira entre vós e ele. Não creais que ele esteja perdido nas profundezas do espaço; não, está mais perto de vós do que não o credes; mas um véu impenetrável oculta-o à vossa visão. Ele vos vê, e vos ama sempre, e geme da triste posição onde vos mergulhou a vossa falta de confiança em Deus; chama, com todos seus votos, o momento afortunado de se vos mostrar; só de vós depende apressar ou retardar esse momento. Orai a Deus, e dizei comigo:
" Meu Deus, perdoai-me por haver duvidado de vossa justiça e de vossa bondade; se me punistes reconheço que mereci. Dignai-vos aceitar o meu arrependimento e a minha submissão à vossa santa vontade. "
A mãe. Que clarão de esperança vindes de fazer luzir em minha alma! Foi um relâmpago na noite que me cerca. Obrigada, eu vou orar. Adeus.
C...
A morte, mesmo pelo suicídio, não produziu nesse Espírito a ilusão de se crer ainda vivo; ele tem perfeita consciência de seu estado; é que, em outros, a punição consiste nessa própria ilusão, nos laços que os prendem aos seus corpos. Esta mulher quis deixar a Terra para seguir o seu filho, no mundo em que ele entrou: era necessário que ela soubesse que estava nesse mundo para ser punida, não o reencontrando ali. Sua punição é precisamente saber que não vive mais corporalmente, e no conhecimento que tem de sua situação. Assim é que cada falta é punida pelas circunstâncias que a acompanham, e que não há punições uniformes e constantes para as faltas do mesmo gênero.
DUPLO SUICÍDIO POR AMOR E POR DEVER
Um jornal do dia 13 de junho de 1862 continha o relato seguinte:
"A senhorita Palmyre, modista, morando na casa de seus pais, era dotada de um exterior encantador, ao qual se juntava o mais amável caráter; por isso, era ela procurada