| O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO VII | 1595 |
completam uma pela outra, e apresentam o castigo sob um novo aspecto eminentemente filosófico e racional. É provável que os Espíritos, querendo tratar esta questão segundo um exemplo, terão provocado, com esta finalidade, a comunicação espontânea do Espírito culpado.
Ao lado deste quadro tomado sobre o fato, eis, para estabelecer um paralelo, aquele que um pregador, pregando a quaresma em Montreuil-sur-Mer, em 1864, traçou do inferno:
"O fogo do inferno é milhões de vezes mais intenso que o da Terra, e se um dos corpos que lá se queimam sem se consumir viesse a ser repelido sobre o nosso planeta ele o impestaria, de uma extremidade a outra! O inferno é uma vasta e sombria caverna crivada de pregos pontudos, de lâminas de espadas bem afiadas, na qual são precipitadas as almas dos condenados." (Ver a Revista Espírita, julho de 1864, página 199.)
ANGÈLE, nulidade sobre a Terra.
(Bordeaux, 1862.)
Um Espírito se apresenta espontaneamente ao médium sob o nome de Angèle.
1. Arrependei-vos de vossas faltas? R. Não. Então por que viestes até nós? R. Para tentar. Não sois, pois, feliz? R. Não. Sofreis? R. Não. O que vos falta? R. A paz.
Certos Espíritos não consideram como sofrimentos senão aqueles que lhes lembrem as dores físicas, tudo convindo que o seu estado moral é intolerável.
2. Como pode a paz vos faltar na vida espiritual? R. Um lamento do passado. O lamento do passado é um remorso; portanto, vos arrependestes? R. Não; é por medo do futuro. Que temeis? R. O desconhecido.
3. Quereis dizer-me o que fizestes na vossa última existência? Isto me ajudará, talvez, a vos esclarecer. R. Nada.
4. Em qual posição social estáveis? R. Mediana. Fostes casada? R. Casada e mãe. Cumpristes com zelo os deveres dessa dupla posição? R. Não; meu marido me entediava, meus filhos também.