| O CÉU E O INFERNO - SEGUNDA PARTE - EXEMPLOS - CAPÍTULO VII | 1601 |
antes da que acabais de deixar? R. Eu devo ter sido sempre rainha.
9. Por que viestes tão prontamente ao nosso chamado? R. Eu não o quis; fui forçada a isso... pensais, pois, que eu fosse digna de responder? Que sois vós, pois, perto de mim?
Quem vos forçou a vir? R. Não o sei... entretanto, não deve ser maior do que eu.
10. Sob qual forma estais aqui? R. Sou sempre rainha... pensas tu, pois, que cessei de sê-lo?... Sois pouco respeitosos... sabei que se fala de outro modo às rainhas.
11. Se pudéssemos ver-vos, vê-la-íamos com os vossos adornos, as vossas jóias? R. Certamente! Como ocorre que tendo deixado tudo isso, vosso Espírito haja conservado a sua aparência, sobretudo de vossos adornos? R. Eles não me foram tirados... sou sempre tão bela quanto era... não sei que idéia fazeis de mim! É verdade que jamais me vistes.
12. Que impressão sentis em vos encontrar em nosso meio? R. Se o pudesse não estaria aqui; me tratais com tão pouco respeito!
São Luís. Deixai-a, a pobre desviada; tende piedade de sua cegueira; que ela vos sirva de exemplo; não sabeis o quanto sofre o seu orgulho.
Evocando esta grandeza decaída, agora no túmulo, esperávamos respostas de uma profundidade, visto o gênero de educação das mulheres desse país; mas pensávamos encontrar nesse Espírito, senão a filosofia, pelo menos um sentimento mais verdadeiro da realidade, e idéias mais sadias sobre as vaidades e as grandezas desse mundo. Longe disso: nela, as idéias terrestres conservaram toda a sua força; era o orgulho que nada perdeu de suas ilusões, que luta contra a sua própria fraqueza, e que deve, com efeito, sofrer muito com a sua impotência.
XUMÈNE
(Bordeaux, 1862.)
Sob este nome, um Espírito se apresentou espontaneamente ao médium habituado a esse gênero de comunicações, porque a sua missão parecia ser a de assistir os Espíritos inferiores que lhe conduz o seu guia espiritual, no duplo objetivo de sua própria instrução e de seu adiantamento.