| A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-PRIMEIRO | 1845 |
haja adquirido a soma de conhecimentos e o grau de perfeição que esse mundo comporta. (Nº 31).
Que os Espíritos deixem, por um mundo mais avançado, aquele sobre o qual nada podem mais adquirir, isso deve sê-lo e isso é; tal é o princípio. Se há os que o deixam antes, sem dúvida, é por causas individuais que Deus pesa em sua sabedoria.
Tudo tem um objetivo na criação, sem o que Deus não seria nem prudente, nem sábio; ora, se a Terra não deve ser senão uma única etapa para o progresso de cada indivíduo, que utilidade haveria para as crianças que morrem em tenra idade, o virem passar aqui alguns anos, alguns meses, algumas horas, durante os quais nada poderiam adquirir? Ocorre o mesmo para os idiotas e os cretinos. Uma teoria não é boa senão com a condição de resolver todas as questões que se lhe ligam. A questão das mortes prematuras tem sido uma pedra de tropeço para todas as doutrinas, exceto para a Doutrina Espírita, a única que a resolveu de modo racional e completo.
Para aqueles que perfazem sobre a Terra uma carreira normal, há, para o seu progresso, uma vantagem real em se encontrar no próprio meio, para aí continuar o que deixou inacabado, freqüentemente, na mesma família ou em contato com as mesmas pessoas, para reparar o mal que pôde fazer, ou para sofrer-lhe a pena de talião.
EMIGRAÇÕES E IMIGRAÇÕES DOS ESPÍRITOS
35. Nos intervalos de suas existências corpóreas, os Espíritos estão no estado de erraticidade, e compõem a população espiritual ambiente do globo. Para os mortos e os que nascem, essas duas populações se inclinam incessantemente uma para a outra; há, pois, diariamente, emigrações do mundo corpóreo no mundo espiritual, e imigrações do mundo espiritual no mundo corpóreo: é o estado normal.
36. Em certas épocas, reguladas pela sabedoria divina, essas emigrações e essas imigrações se operam em massas mais ou menos consideráveis, em conseqüência das grandes revoluções que fazem partir, ao mesmo