| A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUARTO | 1908 |
espontâneo, seja para exercer, sobre o indivíduo, uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está em razão das qualidades do Espírito (1).
3º Pelos fluidos que os Espíritos despejam sobre o magnetizador e ao qual este serve de condutor. É o magnetismo misto, semi-espiritual ou, querendo-se, humano-espiritual. O fluido espiritual, combinado com o fluido humano, dá a este as qualildades que lhe faltam. O concurso dos Espíritos, em semelhante circunstância, é por vezes espontâneo, mas, o mais freqüentemente, é provocado pelo pedido do magnetizador.
34. A faculdade de curar por influência fluídica é muito comum, e pode se desenvolver pelo exercício; mas a de curar instantaneamente, pela imposição das mãos, é mais rara, e o seu apogeu pode ser considerado como excepcional. Entretanto, foram vistos em diversas épocas, e quase entre todos os povos, indivíduos que a possuíam em grau eminente. Nestes últimos tempos, viram-se vários exemplos notáveis, cuja autenticidade não pode ser contestada. Uma vez que estas espécies de cura repousam sobre um princípio natural, e que o poder de operá-las não é um privilégio, é que elas não saem da Natureza e não têm de miraculosas senão a aparência (2).
APARIÇÕES; TRANSFIGURAÇÕES.
35. Em seu estado normal, o perispírito é invisível para nós, mas, como está formado com matéria etérea, o Espírito pode, em certas circunstâncias, fazê-lo sofrer, por um ato de sua vontade, uma modificação molecular que o torne momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições, que, não mais do que os outros fenômenos, não estão fora das leis da Natureza. Este não é
(1) Exemplos: Revista Espírita, fevereiro 1863, página 64; abril 1865, página 113; setembro 1865, página 264.
(2) Exemplos de curas instantâneas reportadas na Revista Espírita: O príncipe de Hohenlohe, dezembro 1866, página 368; Jacob, outubro e novembro 1866, páginas 312 e 345; outubro e novembro 1867, páginas 306 e 339; Simonet, agosto 1867, página 232; Caïd Hassan, outubro 1867, página 303; O cura Gassner, novembro 1867, página 331.