| A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUINTO | 1921 |
sistia os outros; agia, pois, por si mesmo, em virtude de seu poder pessoal, assim como podem fazê-lo os encarnados em certos casos e na medida de suas forças. Que Espírito, aliás, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de transmiti-los? Se recebesse um influxo estranho, este não poderia ser senão de Deus; segundo a definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.
SONHOS
3. José, diz o Evangelho, foi advertido por um anjo, que lhe apareceu em sonho, e lhe disse para fugir para o Egito com o Menino. (São Mateus, cap. II. v. de 19 a 23).
As advertências pelos sonhos desempenham um grande papel nos livros sagrados de todas as religiões. Sem garantir a exatidão de todos os fatos narrados, e sem discuti-los, o fenômeno em si mesmo nada tem de anormal, quando se sabe que o tempo do sono é aquele em que o Espírito, se desligando dos laços da matéria, entra momentaneamente na vida espiritual, onde se encontra com aqueles que conheceu. É neste momento, freqüentemente, que os Espíritos protetores escolhem para se manifestarem aos seus protegidos e dar-lhes conselhos mais diretos. Os exemplos autênticos de advertências por sonhos são numerosos, mas disso não se poderia inferir que todos os sonhos sejam advertências, e ainda menos que tudo o que se vê em sonho tem o seu significado. É preciso classificar entre as crenças supersticiosas e absurdas a arte de interpretar os sonhos. (Cap. XIV, nº 27 e 28).
ESTRELA DOS MAGOS
4. Diz-se que uma estrela apareceu aos magos que vieram adorar a Jesus, que ela caminhava na frente deles para lhes indicar o caminho e se deteve quando chegaram. (São Mateus, cap. II, v. de 1 a 12).
A questão não é saber se o fato narrado por São Mateus é real, ou se não é senão uma figura para indicar que os magos foram guiados de maneira misteriosa para o lugar onde estava o Menino, tendo em vista que