| A GÊNESE - CAPÍTULO DÉCIMO-QUINTO | 1926 |
duzir. É notável que o efeito não foi provocado por nenhum ato da vontade de Jesus; ele não fez nem magnetização e nem imposição das mãos. A irradiação fluídica normal bastou para operar a cura.
Mas por que essa irradiação se dirigiu para essa mulher, antes que para os outros, uma vez que Jesus não pensava nela, e que estava cercado pela multidão?
A razão disso é bem simples. O fluido, sendo dado como matéria terapêutica, deve atingir a desordem orgânica para repará-la; pode ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, a confiança, em uma palavra, a fé do enfermo. Com relação à corrente fluídica, o primeiro fato tem o efeito de uma bomba premente e o segundo de uma bomba aspirante. Algumas vezes, a simultaneidade dos dois efeitos é necessária, outras vezes, um só basta; foi o segundo que ocorreu nesta circunstância.
Jesus tinha, pois, razão em dizer: "A vossa fé vos salvou." Compreende-se aqui que a fé não é a virtude mística, tal como certas pessoas a entendem, mas uma verdadeira força atrativa, ao passo que aquele que não a tem opõe à corrente fluídica uma força repulsiva, ou pelo menos uma força de inércia, que paralisa a ação. Segundo isto, compreende-se que dois enfermos atingidos pelo mesmo mal, estando em presença de um curador, um pode ser curado e o outro não. Está aí um dos princípios mais importantes da mediunidade curadora e que explica, por uma causa muito natural, certas anomalias aparentes. (Cap. XIV, nº 31, 32, 33).
CEGO DE BETSAIDA.
12. Tendo chegado a Betsaida, levaram-lhe um cego que lhe pedia para tocá-lo.
E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da povoação; colocou-lhe saliva sobre os olhos, e lhe tendo imposto as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. Esse homem, olhando, lhe disse: Vejo andar homens que parecem árvores. Jesus lhe colocou ainda uma vez mais as mãos sobre os olhos, e ele começou a ver melhor; e, enfim, foi de tal modo curado, que via distintamente todas as coisas.