| OBRAS PÓSTUMAS - SEGUNDA PARTE | 2297 |
que logo acabaremos a primeira parte do livro, para ir mais depressa, poderia pedir ao Sr. B... para me ajudar como médium; que pensais disso?
Resposta. Penso que seria melhor não se servir dele. Por quê? Porque a verdade não pode ser interpretada pela mentira.
Perg. Se o Espírito familiar de B... é a mentira, isso não impediria, a um bom Espírito, se comunicar pelo médium, do momento que não se evocasse o outro Espírito.
Resp. Sim, mas aqui o médium ajuda o Espírito, e, quando o Espírito é falso, a isso se presta. Aristo, seu intérprete, e B... acabarão mal.
Nota. B... era um jovem, médium escrevente muito fácil, mas assistido por um Espírito orgulhoso, déspota e arrogante, que tomava o nome de Aristo; bajulava nele uma tendência natural ao amor-próprio. As previsões de Hahnemann se realizaram. Esse jovem, tendo acreditado encontrar, em sua faculdade, uma fonte de fortuna, seja pelas consultas médicas, seja pelas invenções e descobertas rendosas, disso não recolheu senão decepções e mistificações. Algum tempo depois, dele não se ouvia mais falar.
12 DE JUNHO DE 1856
(Na casa do sr. C... Méd. srta. Aline C...)
MINHA MISSÃO
Pergunta (À Verdade) Bom Espírito, desejaria saber o que pensais da missão que me foi assinada apor alguns Espíritos; quereis dizer-me, eu vos peço, se é uma prova para o meu amor-próprio. Sem dúvida, vós o sabeis, tenho o maior desejo de contribuir para a propagação da verdade, mas, do papel de simples