| O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VIII - EMANCIPAÇÃO DA ALMA | 231 |
Tudo o que vê é real para ele; mas como seu Espírito está sempre sob a influência das idéias terrenas, ele o pode ver à sua maneira, ou melhor dizendo, o exprimir em uma linguagem apropriada aos seus preconceitos e às idéias de onde foi nascido, ou aos vossos, a fim de melhor se fazer compreender. É nesse sentido, sobretudo, que ele pode errar.
444 Em que grau de confiança pode-se valorizar as revelações dos extáticos?
O extático pode, muito freqüentemente, se enganar, sobretudo, quando quer penetrar naquilo que deve permanecer um mistério para o homem, porque então ele se abandona às suas próprias idéias ou se torna joguete de Espíritos enganadores que aproveitam do seu entusiasmo para fasciná-lo.
445 Que conseqüências se podem tirar dos fenômenos do sonambulismo e do êxtase? Não seriam uma espécie de iniciação à vida futura?
Ou, por melhor dizer, é a vida passada e a vida futura que o homem entrevê. Que ele estude esses fenômenos e aí encontrará a solução de mais de um mistério que sua razão procura inutilmente penetrar.
446 Os fenômenos do sonambulismo e do êxtase podem se conciliar com o materialismo?
Aquele que os estude de boa fé, e sem prevenção, não pode ser nem materialista, nem ateu.
SEGUNDA VISTA.
447 Os fenômenos designados sob o nome de segunda vista têm alguma relação com o sonho e o sonambulismo?
Tudo isso não é senão uma mesma coisa. O que tu chamas segunda vista é ainda o Espírito que está mais livre, ainda que o corpo não esteja adormecido. A segunda vista é a vista da alma.
448 A segunda vista é permanente?
A faculdade, sim; o exercício, não. Nos mundos menos materiais que o vosso, os Espíritos se desprendem mais