| O LIVRO DOS ESPÍRITOS - LIVRO II - CAP. VIII - EMANCIPAÇÃO DA ALMA | 232 |
facilmente e entram em comunicação apenas pelo pensamento, sem excluir, todavia, a linguagem articulada. Também a dupla vista, aí, é para a maioria uma faculdade permanente. Seu estado normal pode ser comparado ao dos vossos sonâmbulos lúcidos e é ainda a razão pela qual eles se manifestam a vós mais facilmente que os que estão encarnados em corpos mais grosseiros.
449 A segunda vista se desenvolve espontaneamente ou à vontade daquele que dela está dotado?
O mais freqüentemente ela é espontânea, mas, muitas vezes, também a vontade aí exerce um grande papel. Assim, toma, por exemplo, certas pessoas chamadas adivinhos e das quais algumas têm certo poder, e verás que é a vontade que as ajuda a entrar nessa segunda vista, a que chamas visão.
450 A segunda vista é suscetível de se desenvolver pelo exercício?
Sim, o trabalho conduz sempre ao progresso e o véu que cobre as coisas torna-se menos compacto.
Essa faculdade prende-se à organização física?
Certamente, a organização desempenha aí um papel. Existem organizações que são refratárias.
451 Por que a segunda vista parece hereditária em certas famílias?
Semelhança de organização que se transmite como as outras qualidades físicas e, pois, desenvolvimento da faculdade, por uma espécie de educação, que se transmite também de um para outro.
452 É verdade que certas circunstâncias desenvolvem a segunda vista?
A doença, a aproximação de um perigo, uma grande comoção podem desenvolvê-la. O corpo está algumas vezes em um estado particular que permite ao Espírito ver o que não podeis ver com os olhos do corpo.
As épocas de crise e de calamidades, as grandes emoções, todas as causas que superexcitam o moral provocam, algumas vezes, o desenvolvimento da segunda vista. Parece que a Providência,