| OBRAS PÓSTUMAS - SEGUNDA PARTE | 2368 |
rem os candidatos, em cada grupo ou sociedade espírita. Além de que esse meio não obviaria todos os inconvenientes, deles haveria especiais nesse modo de proceder, que a experiência já demonstrou e que seria supérfluo lembrar aqui. É preciso não perder de vista que a missão dos Espíritos é de nos instruir, de nos melhorar, mas não de se substituir à iniciativa de nosso livre arbítrio; eles nos sugerem pensamentos, nos ajudam com os seus conselhos, sobretudo no que toca às questões morais, mas deixam ao nosso julgamento o cuidado da execução das coisas materiais que não têm por missão nos poupar. Que os homens se contentem por serem assistidos e protegidos pelos bons Espíritos, mas que não descarreguem neles a responsabilidade que incumbe ao papel do encarnado.
Esse meio, aliás, suscitaria mais embaraço do que se pensa, pela dificuldade de fazer todos os grupos participarem nessa eleição; isso seria uma complicação nos maquinismos, e os maquinismos são tanto menos suscetíveis de se desorganizarem, quanto sejam mais simplificados.
O problema é, pois, constituir uma direção central nas condições de força e estabilidade que o coloque ao abrigo das flutuações, que respondem a todas as necessidades da causa e opõem uma barreira absoluta aos enredos da intriga e da ambição. Tal é o objetivo do plano do qual vamos dar um esboço rápido.
IV
COMISSÃO CENTRAL
Durante o período de elaboração, a direção do Espiritismo teve que ser individual; era necessário que todos os elementos constitutivos da Doutrina, saídos no estado embrionário de uma multidão de focos, desembocassem num centro comum, para ali serem controlados e confrontados, e que um só pensamento presidisse