O QUE É O ESPIRITISMO - CAPÍTULO PRIMEIRO 2441

entendimento perfeito e cordial? Em medicina não há a Escola de Paris e a de Montpellier? Cada descoberta, em uma ciência, não é ocasião de um cisma entre os que querem avançar e os que querem manter-se atrás?

No que concerne ao Espiritismo, não é natural que, na aparição dos primeiros fenômenos, quando se ignoravam as leis que os regiam, cada um tenha dado seu sistema particular e os examinado à sua maneira? Em que se tornaram todos esses sistemas primitivos isolados? Eles ruíram diante de uma observação mais completa dos fatos. Alguns anos bastaram para estabelecer a unidade grandiosa que prevalece hoje na doutrina e que reúne a imensa maioria dos adeptos, salvo algumas individualidades que, aqui como em todas as coisas, se agarram às idéias primitivas e morrem com elas. Qual a ciência, qual a doutrina filosófica ou religiosa que oferece um semelhante exemplo? O Espiritismo jamais apresentou a centésima parte das divisões que afligiram a Igreja durante vários séculos, e que a dividem ainda hoje.

É verdadeiramente curioso ver as puerilidades às quais se fixam os adversários do Espiritismo; isso não indica a falta de razões sérias? Se as tivessem, eles não deixariam de as apresentar. Que lhe opõem? Zombarias, negações, calúnias, mas, argumentos peremptórios, nenhum. A prova de que não encontraram um lado vulnerável é que nada detém sua marcha ascendente, e que depois de dez anos ele conta mais adeptos do que jamais o contou nenhuma seita depois de um século. Esse é um fato tirado da experiência e reconhecido pelos próprios adversários. Para o arruinar, não basta dizer: isto não existe, isso é um absurdo. Precisar-se-ia provar categoricamente que os fenômenos não existem e não podem existir. E é isso o que ninguém fez.

FENÔMENOS ESPÍRITAS SIMULADOS

Visitante – Não se provou que fora do Espiritismo poder-se-ia produzir esses mesmos fenômenos? Pode-