O QUE É O ESPIRITISMO - CAPÍTULO SEGUNDO 2527

mente que ele se despoja de suas imperfeições e adquire os conhecimentos que lhe faltam. Seria também ilógico admitir-se que o Espírito de um selvagem, ou de um criminoso, torne-se de repente sábio e virtuoso, como seria contrário à justiça de Deus pensar que ele ficaria perpetuamente em sua inferioridade.

Como há homens de todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de maldade, ocorre o mesmo com os Espíritos. Há os que não são senão espertos e ágeis, outros são mentirosos, trapaceiros, hipócritas, maus, vingativos; outros, ao contrário, possuem as mais sublimes virtudes e o saber em grau desconhecido sobre a Terra. Essa diversidade na qualidade dos Espíritos é um dos mais importantes pontos a considerar, porque ela explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem; é preciso, sobretudo, se interessar em distingui-las. (O Livro dos Espíritos, nº 100, Escala Espírita. - O Livro dos Médiuns, cap. XXIV).

COMUNICAÇÕES COM O MUNDO INVISÍVEL

22 - A existência, a sobrevivência e a individualidade da alma sendo admitidas, o Espiritismo se reduz a uma só questão principal: as comunicações entre as almas e os vivos são possíveis? Essa possibilidade é um resultado da experiência. O fato de o intercâmbio entre o mundo visível e o mundo invisível uma vez estabelecido, a natureza, a causa e o modo desses intercâmbios sendo conhecidos, é um novo campo aberto à observação e a chave de uma multidão de problemas; é, ao mesmo tempo, um poderoso elemento moralizador para acabar com a dúvida sobre o futuro.

23 - O que lança no pensamento de muitas pessoas a dúvida sobre a possibilidade das comunicações de além-túmulo, é a idéia falsa que se faz do estado da alma depois da morte. Se a figura, geralmente, como um sopro, uma fumaça, alguma coisa vaga, apenas compreendida pelo pensamento, que se evapora e vai para