| O QUE É O ESPIRITISMO - CAPÍTULO SEGUNDO | 2559 |
exatidão, não e menos verdadeiro que os Espíritos esclarecidos, quando se sabe interrogá-los, e quando isso lhes é permitido, podem nos revelar fatos ignorados, nos dar explicações de coisas incompreendidas, e nos colocar sobre a senda de um progresso mais rápido. É nisso, sobretudo, que o estudo completo e atento da ciência espírita é indispensável, a fim de não lhe pedir o que ela não pode dar; é ultrapassando os limites que se expõe a ser enganado.
103 - As menores causas podem produzir os maiores efeitos; é assim que, de um pequeno grão pode
sair uma árvore imensa; que a queda de uma maçã fez descobrir a lei que rege os mundos; que as rãs saltando num prato revelaram a força galvânica; foi também assim, que do vulgar fenômeno das mesas girantes saiu a prova do mundo invisível, e dessa prova uma doutrina que, em alguns anos, deu a volta ao mundo, e pode regenerá-lo pela só constatação da realidade da vida futura.
104 - O Espiritismo ensina pouco quanto a verdades absolutamente novas, em virtude do axioma de que nada há de novo sob o Sol. Não há verdades absolutas senão aquelas que são eternas; as que o Espiritismo ensina, estando fundadas sobre as leis da Natureza, existiram de todos os tempos; por isso delas se encontram os germes que um estudo mais completo e observações mais atentas têm desenvolvido. As verdades ensinadas pelo Espiritismo são, pois, antes conseqüências que descobertas.
O Espiritismo não descobriu nem inventou os Espíritos, nem descobriu o mundo espiritual, no qual se acreditou em todos os tempos; somente ele o prova por fatos materiais e o mostra sob sua verdadeira luz, livrando-o dos preconceitos e das idéias supersticiosas que engendram a dúvida e a incredulidade.
Nota: Estas explicações, embora incompletas, bastam para mostrar a base sobre a qual repousa o Espiritismo, o caráter das manifestações e o grau de confiança que elas podem inspirar segundo as circunstâncias.