O ESPIRITISMO EM SUA MAIS SIMPLES EXPRESSÃO 2590

dirigia à direita ou à esquerda para uma pessoa designada, e se dirigia ao comando, sobre um ou dois pés, batendo o número de pancadas pedidas, batia o compasso, etc. Desde então ficou evidente que a causa não era puramente física, e segundo esse axioma que: se todo efeito tem uma causa, todo o efeito inteligente deve ter uma causa inteligente, concluiu-se que a causa desse fenômeno deveria ser uma inteligência.

Qual era a natureza dessa inteligência? Aí estava a questão. O primeiro pensamento foi que isso poderia ser um reflexo da inteligência do médium ou dos assistentes, mas a experiência logo demonstrou-lhe a impossibilidade, porque obtinham-se coisas completamente fora do pensamento e dos conhecimentos das pessoas presentes, e mesmo em contradição com suas idéias, sua vontade e seu desejo; ele não podia, pois, pertencer senão a um ser invisível. O meio para disso se assegurar era muito simples: tratava-se de entrar em conversação, o que se fez por meio de um número de golpes convencionados significando sim ou não, ou designando as letras do alfabeto, e se teve, dessa maneira, respostas às mais diversas perguntas que se lhe dirigia. É o fenômeno que foi designado sob o nome de mesas falantes. Todos os seres que se comunicaram desse modo, interrogados sobre a sua natureza, declararam ser Espíritos e pertencerem a um mundo invisível. Tendo os mesmos efeitos se produzido num grande número de localidades, por intermédio de pessoas diferentes, e sendo, aliás, observado por homens muito sérios e muito esclarecidos, não era possível que se fosse o joguete de uma ilusão.

Da América, esse fenômeno passou para a França e ao resto da Europa, onde, durante alguns anos, as mesas girantes e falantes foram a moda, e se tornaram o divertimento dos salões; depois, quando delas se usou bastante, foram deixadas de lado, para passar a uma outra distração.

O fenômeno não tardou a se apresentar sob um novo aspecto que fê-lo sair do domínio da simples