| O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO X | 612 |
NATUREZA DAS COMUNICAÇÕES
Comunicações grosseiras, frívolas, sérias ou instrutivas.
133. Dissemos que todo efeito que revela em sua causa um ato de livre vontade, por insignificante que seja esse ato, acusa por isso mesmo uma causa inteligente. Assim, um simples movimento de mesa que responde ao nosso pensamento, ou apresenta um caráter intencional, pode ser considerado como manifestação inteligente. Se o resultado devesse se limitar a isso, não haveria para nós senão um interesse muito secundário; todavia, já seria alguma coisa em nos dar a prova de que há nesses fenômenos mais do que uma ação puramente material; mas a utilidade prática que disso adviria para nós seria nula, ou pelo menos muito restrita; mas é bem diferente quando essa inteligência adquire um desenvolvimento que permite uma troca regular e continuada de pensamentos; já não são mais simples manifestações inteligentes, mas verdadeiras comunicações. Os meios dos quais se dispõem hoje, permitem obtê-las tão extensas, tão explícitas e tão rápidas como as que mantemos com os homens.
Se se está bem compenetrado, segundo a escala espírita (O Livro dos Espíritos, nº 100), da variedade infinita que existe entre os Espíritos, sob o duplo aspecto da inteligência e da moralidade, conceber-se-á facilmente a diferença que deve existir em suas comunicações; devem refletir a elevação ou a inferioridade de suas idéias, seu saber e sua ignorância, seus vícios e suas virtudes; em uma palavra,